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Todas as estatísticas podem ter critérios diferentes mas a tendência é razoavelmente a mesma. E falou-se em termos de tendência.

O Sr. Honório Novo (PCP): - E qual é?!

O Orador: - E a tendência foi aquela que o Sr. Secretário de Estado referiu e é aquela que transparece dos dados do INE que já referi e que me dispenso de repetir.

Vozes do PSD: - Muito bem!

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado António da Silva Preto.

O Sr. António da Silva Preto (PSD): - Sr. Presidente, uma breve intervenção só para fazer notar aqui uma coincidência ao nível da insatisfação: o Sr. Deputado Lino de Carvalho, naturalmente, não está satisfeito com a taxa de desemprego e nós também não estamos. E a nossa insatisfação é tão grande que temos vindo a implementar, no último ano e meio, um conjunto de reformas ímpares no sistema político português. Este é um sinal de grande insatisfação! Desde as reformas da saúde à da educação, à do património e, ainda agora, também, à da Administração Pública, todas elas são sinais dessa insatisfação. E há um outro dado que também é inquestionável, do ponto de vista da legitimidade: nós somos, de alguma maneira, mandatados por essa insatisfação, que é a insatisfação do povo português relativamente àquela que foi a actuação dos governos socialistas e, nessa medida, somos melhores intérpretes dessa insatisfação do que o Partido Comunista, dada a dimensão dos resultados eleitorais que nós alcançámos e que o Partido Comunista alcançou.

O Sr. Francisco Louçã (BE): - Isto é um refrão!

O Sr. Honório Novo (PCP): - É um autêntico DVD!

O Orador: - Portanto, se estão insatisfeitos, nós também estamos, mas os portugueses confiam mais em nós do que nos senhores.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Diogo Feio.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): - Sr. Presidente, faço esta intervenção, fundamentalmente, porque, tendo ouvido o Sr. Secretário de Estado referir números, curiosamente, são precisamente os números que o Sr. Deputado Lino de Carvalho nos deu e, antes, também já tinha ouvido o Sr. Deputado Lino de Carvalho dizer, sobre o Sr. Secretário de Estado, que seria o único português que acreditaria na realidade que, depois, o próprio Deputado Lino de Carvalho nos referiu. Isto em relação aos números do Instituto Nacional de Estatística, sobre a evolução, no ano de 2003, do desemprego, que foram claramente aqueles que o Sr. Secretário de Estado aqui nos veio referir.
Mas também é positivo que se tenha dado resposta em relação aos estudos técnicos para o cenário macroeconómico, que, aliás, comparativamente com os das organizações internacionais, são bastante mais prudentes, como, com toda a certeza, os Srs. Deputados sabem.
Consideramos positivo que o Governo mantenha a preocupação em relação à questão do desemprego, que não a mistifique, que não a esconda, que a assuma e que assuma a sua vontade de desenvolver um conjunto de políticas activas que são importantes, independentemente do desfasamento, que todos sabemos que existe, e a que o Sr. Deputado Patinha Antão teve oportunidade de fazer referência, entre a evolução da economia e a evolução do mercado de trabalho.
Por outro lado, é curioso que surjam referências a vários modelos económicos, como, por exemplo, o modelo económico espanhol, referindo-se o exemplo da Espanha como uma economia que trilhou o bom caminho no que se refere à evolução e não se faça referência à sua taxa de desemprego.

O Sr. Patinha Antão (PSD): - Muito bem! Bem lembrado!

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Joel Hasse Ferreira.

O Sr. Joel Hasse Ferreira (PS): - Sr. Presidente, muito rapidamente, ninguém "pinta" aqui uma situação catastrófica, do que se fala é da situação real, pelo que não vale a pena utilizar essas palavras.

O Sr. Pinho Cardão (PSD): - O melhor é rasgar o relatório do Banco de Portugal!

O Orador: - O melhor é rasgar algumas intervenções, mas cada um que rasgue as suas, as que entende que estão mal!
O Eurostat diz que sim, diz que o desemprego aumenta e, portanto, fico à espera que o Sr. Secretário de Estado me envie uma publicação do Eurostat em que se diga o contrário. E pode entregá-la na Assembleia, a qualquer pessoa, ou mandá-la para aqui ou, inclusivamente, enviar-ma por e-mail, enfim, como entender. Fico ansiosamente à espera que me envie esse documento do Eurostat, em que se coloca o desemprego a descer.
Depois, quero dizer-lhe, Sr. Secretário de Estado, os seus serviços, a Direcção-Geral do Orçamento - que nos merece a maior consideração e, certamente, ao Sr. Secretário de Estado também - diz que aumentam, em 38,3%, as verbas para subsídio de desemprego e apoio ao emprego. Isto é coerente com o que têm dito aqui o Sr. Ministro da Segurança Social e do Trabalho e outros governantes da mesma área e é coerente com os números do Eurostat e com a realidade observada por todos nós. E esta tendência de que aqui falamos é a da síntese da execução orçamental que os seus serviços difundiram.
Quanto ao resto, para mim, não há um conjunto de reformas, há um conjunto de contra-reformas que só têm contribuído para o desemprego crescer, dada a forma como estão apresentadas. E, ao "rebentarem", em boa parte, com aspectos essenciais do modelo social europeu não levam o País para parte nenhuma a não ser para um beco, pelo que não me parece que estejam a contribuir para o progresso do País.
Para terminar, não sei se o Sr. Deputado Diogo Feio conhece os estudos técnicos de que fala, mas quero dizer ao Sr. Secretário de Estado que estou disponível para, quando esses estudos técnicos que tem elogiado estiverem disponíveis, mos enviar. Eu, depois de os ver cuidadosamente, porque o cenário apresentado também foi submetido a testes de consistência por pessoas muito credíveis,

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