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10 Diário da Câmara dos Deputados

nos expressaram a sua mágua e a sua repulsa pela catástrofe - manter-se há inalterável na defesa da causa dos aliados, à qual prestará ainda todo o concurso que a Portugal possa ser solicitado, e esforçar-se há por estreitar, cada vez mais, as nossas relações com a Grande Nação Inglesa e com a República Irmã - o Brasil - e com os demais países aliados e amigos. Na vida interna, pacificar e normalizar, numa calma disciplinada, progressiva e benéfica, a sociedade portuguesa - eis o maior desejo do Govêrno, que é por certo, o dos ilustres parlamentares. Para isso o Poder Executivo envidará todos os esfôrços no sentido de considerar igualmente a dentro da República todos os bons portugueses, confiando também em que o Poder Legislativo o auxiliará, corrigindo os seus actos e promovendo a rápida revisão constitucional, seguida duma dissolução que se impõe para que a urgente satisfação dêsse desejo não fique comprometida.

E abolindo a censura, iniciando o licenciamento dos milicianos, promovendo o rápido andamento dos processos dos implicados nas perturbações do ordem pública o delitos políticos e sociais, fazendo regressar à metrópole aqueles que em África só encontrem e cujos delitos por qualquer aspecto não colidam com o Direito Penal comum - o Govêrno procurará assegurar com energia, por intermédio de todas as autoridades republicanas do país, a manutenção da ordem e das garantias individuais, entrando na repressão implacável de qualquer tentativa que de futuro se esboce para a sua alteração ou, desrespeito; adoptando as mais rigorosas medidas contra os fabricantes, portadores e detentores de bombas explosivas e bem assim contra todos os que possuírem arruas, sem as devidas autorizações.

E dando imediata publicação aos mar pás e contas das despesas da, nossa com participação na guerra, o Govêrno, ao mesmo tempo que procurará destruir, por intermédio dos nossos representantes nas várias nações e pelo restabelecimento da verdade dos factos, a campanha difamatória que em certos órgãos, da imprensa estrangeira vem sendo sustentada contra Portugal e dentro a situação resultante do movimento nacional republicano de 5 de Dezembro, confia no patriotismo das fôrças militares de terra e mar, saúda os bravos soldados e marinheiros que ainda pisam, em defesa da causa da Liberdade e da Justiça, as terras de África e da França, e asseverando a sua intransigente irredutibilidade com todas as demagogias, espera de todos os bons portugueses e de todos os bons republicanos o seu apoio e a sua cooperação, porque de todos fia e em todos confia, para o ajudarem a demonstrar a Portugal e ao mundo que a obra do Sidónio Pais não morreu o que, vivo. Êle na admiração imperecível de todos nós, a sua obra reviverá, triunfal o dominadora, nesta boa, nesta santa, nesta desventurada terra portuguesa - duplamente sagrada, hoje, como terra da nossa Pátria, como terra que Êle regou com o sangue do seu martírio.

A República nova não periga! A República nova está entregue a boas mãos e o ditame derradeiro, a derradeira vontade do Herói e do Mártir o Salvem a Pátria! imperativo do Sidónio Pais há de cumprir se, porque a Pátria será salva e salva será a República, por todos os bons republicanos, por todos os bons portugueses.

Tenho dito.

O Sr. Almeida Pires: - Em resposta às considerações do Sr. Presidente do Ministério, tenho a dizer, com toda a lialdade e com toda a franqueza, que a solução da presente crise ministerial não é vista com agrado pela maioria parlamentar; mas, atendendo à gravidade do momento, a maior parto dessa maioria dá o seu apoio ao Govêrno. Ela, porém, pautará o seu procedimento futuro pela conduta do Govêrno, convencida de que os homens que se sentam actualmente nas cadeiras do poder farão uma política eminentemente republicana.

Nada mais.

O orador não reviu.

O Sr. Aires de Ornelas: - Ouvi com a maior atenção a exposição feita pelo Sr. Presidente do Ministério, quer dos acontecimentos sucedidos depois da trágica morte de Sidónio Pais, quer acerca dos, propósitos que animam, o Govêrno que S. Exa. hoje apresenta ao Parlamento. Das referências feitas aos acoute-