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18 Diário da Câmara dos Deputados

Camacho pensará um pouco sôbre a razão porque ela não chegou a tempo.

Isto é mais uma razão para que houvesse mais cuidado e para que hoje ainda o tenhamos, e não deixar que o espanhol continue as suas falcatruas.

Eu não teria o direito de dizer qualquer coisa se o espanhol não começasse a praticar actos que em minha consciência julgo ilegítimos.

Parte da argumentação feita não tem produzido factos, e eu incluo-me no número daqueles que a fizeram som uma importância primordial, o isso mo leva a dizer que nós estamos neste dilema: ou o arroz, na quantidade o preço por que foi adquirido, ou os 316 contos, que são absolutamente nossos.

Tenho dito.

O discurso será publicado na integra, revisto pelo orador, quando restituir, revistas, as notas taquigráficas que lhe foram enviadas.

Os àpartes intercalados no discurso não foram revistos pelo orador.

O Sr. Jaime de Sousa (em nome da comissão de pescarias): - Comunico a V. Exa. que a comissão de pescarias se acha constituída, escolhendo para presidente o Sr. Augusto Nobre, e para secretário o Sr. Santos Graça, que está ausente.

O Sr. Júlio Martins: - Em obediência às prescrições regimentais, maneio para a Mesa a seguinte moção de ordem.

Sr. Presidente: iniciou o Sr. Brito Camacho o debate desta questão, e deu-lhe origem uma conferência pública realizada pelo meu camarada e amigo Sr. Afonso de Macedo, conferência a que eu tive a honra de presidir.

Está V. Exa. lembrado de que nesta Câmara houve um largo debate, em que se falou em possíveis crimes e criminosos que existiam no Ministério dos Abastecimentos.

Foi nomeada uma comissão de inquérito às possíveis roubalheiras - êste termo foi então empregado - dêsse Ministério, comissão a que em certo momento faltaram os elementos indispensáveis para bem cumprir a sua missão.

Foi o projecto para o Senado e lá não foi discutido imediatamente.

Entretanto o Grupo Parlamentar Popular realizou uma sério de conferências públicas, tendo o Sr. Afonso de Macedo exposto a indicação do título da sua conferência.

O Sr. Brito Camacho: - V. Exa. disse que tinha havido demora. E preciso que a Câmara saiba como se passaram as cousas. Quando a proposta foi enviada para o Senado o leader da maioria preguntou ao Sr. Augusto de Vasconcelos se podia a proposta seguir com urgência o dispensa do Regimento. O Sr. Augusto de Vasconcelos disse que não podia permitir isso sem que essa proposta fôsse primeiro à comissão, e, se a comissão dos se o seu parecer em vinte e quatro horas, o deixaria discutir, e até lhe dava o voto.

Aqui vê V. Exa. como as cousas se passaram e qual foi o obstrucionismo.

O Orador: - E com todo o prazer que eu permito as interrupções do Sr. Brito Camacho, mas não vejo que S. Exa. neste momento invalidasse as minhas considerações. S. Exa. veio referir-se a uma conversa que tinha havido nu Senado, o com isso não temos nada.

O facto é que a proposta não foi discutida imediatamente.

O Sr. Brito Camacho: - O efeito foi-se.

O Orador: - Eu não estou aqui a tirar efeitos. V. Exa. é que armou em procurador do Senado. Eu não quero tirar efeitos, mas a questão tem eleitos, como V. Exa. sabe. Os meus efeitos são documentados e lógicos.

Quando a proposta veio para esta Câmara o Sr. Brito Camacho mandou para a Mesa uma nota de interpelação ao Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, dizendo que a questão do arroz tinha sido passada no tempo do dezembrismo, quando essa questão não foi passada nesse tempo, e S. Exa. assim já o reconheceu, por uma referência que no passado Parlamento dezembrista tinha feito o meu prezado amigo e hoje correligionário Sr. Cunha Lial.

Eu então, querendo conhecer detidamente a questão, pedi ao Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros autorização para ir ao seu Ministério, fazendo idêntico pedido ao Sr. Ministro da Agricultura, e