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Ses*ao de 29 de Junho de 1920

seinpre da acção política ou é, bem ao contrário, destruindo por completo as forças naturais desses organismos ?

A estas preguntas não obth7e resposta; j sei apenas que o Governo vai resolver a i questão universitária, e como estamos no \ campo da aceitação de tudo e mais ai- j guma cousa, aceitará a solução que lhe dê o Parlamento.

Disse o 'Sr. Presidente do Ministério que eu devia ter ficado satisfeito com as palavras que se contêm na declaração ministerial, referentes à repressão severa de todos os atentados contra a liberdade.

Eu esperava, Sr. Presidente, que o Governo, pela boca do Sr. Presidente do Ministério, tivesse aqui pronunciado palavras- mais elevadas, palavras mais concretas e, principalmente, palavras de reprovação contra actos que se praticaram e x quo mereceram a repulsa dalguns dos seus correligionários,

Eu poderia ter dito que não necessitava das declarações do Governo, porque ele me tinha enviado os seus embaixadores ao Teatro Nacional para me dizerem o que era o respeito pela liberdade...

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (António Maria da Silva): —V. Ex.a não tem o direito de falar dessa forma.

Trocam-se apartes; grande sussurro.

O Sr. Manuel Alegre:—Foram lá polícias de segurança do Estado. Grande sussurro.

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (António Maria da Silva) :— jV. Ex.a, que é um homem de bem, não pode recusar o meu aparte !

O Orador :-r-Deixe-me continuar...

O Sr. Presidente do Ministério e Ministro das Finanças (António Maria da Silva) :— jV. Ex.a faz uma afirmação gratuita : ou a mantôin com provas, ou tenho o direito de dizer que V. Ex.a usa de processos que não são dignos de si i (Muitos apoiados).

Trocam-se apartes e trocam-se palavras entre os Sra. Mariano Martins e Manuel Alegre.

Levanta-se sussurro.

As galerias públicas intervêm, soltando variados vivas.

O Sr. Presidente põe o chapéu na cabeça, interrompem do-se a sessão.

O orador não reviu nem foram revistos os apartes intercalados no discurso.

Eram 19 horas e 45 minutos.

As 19 horas e 15 minutos reabriu a sessão.

O Sr. Presidente:— Está reaberta a sessão.

Peço a atenção dos Sr s. Deputados.

Produziu-se há pouco uni incidente entre os Srs. Mariano Martins e Manuel Alegre.

Trocadas explicações entre estes dois senhores, por intermédio da minha pessoa, averiguou-se que não havia fundamento nenhum para o caso que se deu, e assim o Sr. Manuel Alegre não teve dúvida em retirar a sua expressão.

Está por consequência, naturalmente liquidado o incidente.

Devo prevenir as galerias que estão dadas ordens severas para que sejam presos os espectadores que se pronunciarem sobre as discussões da Câmara.

Até aqui têm saído- os manifestantes completam ente livres, mas de ora avante todo aquele 'que prejudicar os trabalhos, será preso.

Continua no uso da palavra o Sr. Álvaro de Castro.

O orador não reviu.

O Sr. Álvaro de Castro: — A minha afirmação de há pouco, Sr. Presidente, parecendo talvez áspera e arrojada, significava o seguinte:

E que no primeiro dia da apresentação do Governo, eu chamei a atenção do- seu Presidente para os factos ocorridos no Teatro Nacional, pedindo a S. Ex.a que me dissesse o que pensavi e qual a atitude que ia. tomar.