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•Setsào de 21 do.Outubra de 1920.

pública é o Governo, pela forma como tem resolvido os vários1 problemas".

Eu pregunto também, se o Sr. Ministro do Interior não tem já na sua pasta um crédito para a guarda republicana que, com toda a disciplina tem trabalhado para a manutenção da ordem pública. Eu não sei.

Mas, por outro lado, eu pregunto tum-bêm ^para ondo vamos por este caminho?

^Eni quanto está o nosso.- déficit orçamentado, hoje?

Sr. Presidente: eu sou daqueles que querem que o país trabalhe e progrida; e o país n^o pode trabalhar nem progredir se realmente não houver disciplina, o o que é necessário é que ela comece de cima para que. haja autoridade para a impor ao í de baixo.

D,'.s':a furma, não es to u* habilitado a votar o crédito do Sr. Ministro da Guerra, porque, repito, mio sei só é para despesas já feitas se a fazer. Eu. em prosonca deste' Governo, que não inspira confiança nenhuma, e que é um factor do indisciplina nau posso dar o meu voto a esse projecto,, porquanto não estou habilitado com os elementos necessários para o fazer.

Nessas condições, eniquantp não ouvir S. Ex.a,. e as suas razõ.cs não me convencerem, não posso dar o meu voto à. proposta de lei que S. Ex.a apresentou.

Tenho dito.

O orador não. reviu.

O Sr. Ladislau Batalha: —Sr. Presidente: perfeitamente- aborrecido com o caminho, que a política portuguesa vai seguindo, tinha o propósito de não dizer uma palavra sobre1 o que se passa; mas, as'cousas estão-se agravando de tal lorma que me convenci de que-faltaria aos meus deveres de socialiata, se- não. lançasse também uma pedra, sobre este edifício.

Haverá dois meses- que- o. Sr.. P te- do Ministério,, quando a Câmara estava, para ser interrompida,, veio pedir um-cré--dito que a princípio tinha.o carácter de ilimitado, embora ao> fim- de* muitas instâncias- o limitasse a 30-000 contos, dizou-do-nos quo Cie era- destiaiido a fazer face à crise alimentícia e- concorrer para o barateamento dos géneros» Vão decorridos dói;; mesee © S, Ex0a alada, não d isso uma-

palavra acerca dessa autorização} e apesar de termos- votado o crédito pedido, para que-a.vida embaratecesse, pelo,contrário, ela encareceu.

Pois é neste momento, depois do que se tem passado, que-um outro Ministro, o Sr. Ministro da Guerra, apresenta aqui uma proposta de lei pedindo um crédito de 3:000 contos, sem que se saiba porquô nem para quê.

Como dis.se o Sr. Júlio Martins', não sabemos se se trata de pagar despesas já feitas ou habilitar o Governo a fazer novas despesas ; em todo o caso, feitas ou por fazer, são despesas- militares.

Entrando, na. discussão desta proposta de lei, não posso deixar de chamar a atenção da Câmara', e- especialmente do Sr. Ministro da Guerra, para o seguinte facto:

Abrindo eu- os orçamentos elaborados-, embora não discutidos, para 1920-1(J21, encontrei despesas exorbitantes-, e até mesmo fabulosas, sob o punto-. de vista, militar, em comparação com o nosso orçamento de receitas.

"Pelos orçamentos dos- Ministérios da Çruerra, da Marinha e do Interior, para 1920-1921., encontro as seguintes verbas :

Contos

Ministério da Guerra.....41:903

Ministério da Marinha.....26:882

Ministério do Interior:

Pessoal da segurança e

governo civil .... 2:646;

Guarda nacional republicana........13:212

Guarda fiscal.....

19:212' "877097

Isto lê-se, o só a cunto se acreditei. Parece que os sentidos nos- atraiçoam, tam-espantoso é o significado destes algarismos) que respiguei dos orçamentos!

Quero dizer, dispensando muitas outras verbas que vêm nos; orçamentos, e que ainda avolumam cs_sas verba% oncon-tra-sc, em números.redondos, 88:000 contos, que é quanto;em, Portugal se gasta com a manutenção da chamada despesa nacional.