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Diário da, Câmara dos Deputados

E está, .Sr. Presidente, a- declaração que eu= tenho a fazer em nome do Partido Socialista Pefrtuguês.

E esta- a declaração que fazemos perante c? Governo esperando os seus actos para com- toda a serenidade, consciência e imparcialidade sobre ôles «os pronunciarmos!

Tenho dito.

O Sr. Malheiro Reimão: — Sr. Presidente : pedi á palavra para; em primeiro 1&-gar, apresentar os meus comprimentos ao Sr. Presidente do -Ministério e aos setís colegas.

Tendo sido solicitada a colaboração deste Grupo no Governo, indicámos o Sr. João Gonçalves que faz parte deste Grupo Parlamentar.

Assim damos ao GoVêrno fodõ o1 nosso apoio assoeiando-fitos ao programa do Governo e desejando que venha assegurar uma época de bem~estar, resolvendo os problemas cuja resolução é tam noce&sá-ria.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Eduardo de Sousa: — Sr. Presidente? começo por declarar que, desligado de qualquer dos partidos otí grupos políticos-, falo apenas em meif nome pessoal para definir a minha situação política ante o Ministério constituído pelo Sr. Li-berato Pinto, a quem envio daqui as minhas mais cordiais saudações por ter le-vaâo a bom termo a difícil empresa qu-e aeeitaá.

Recordo emotivamente npste momentoy • de grave crise irá vida da República, que a primeira vez que me encontrei, por mero acaso, com o Sr. Liberato- Pinfo f-oiy fugazmente^, numa das s-álas do antigo Centra Evolueionista, instalado no mesmo edifício em que estava também a redacção da República que, ao tempo, eu tinha a imerecida é perigo&a honra de dirigir. Estava-se então em pleno pcrfado do terror dezeràbrista. E o ilustre oficial qftrer hoje presido ao Ministério regressara havia pouco tempo de França, aoftde fora levado no cumprimento do setr dever militar.

As- palavras trocadas entre nós1 ambos foram poucas, quási que se-resumindo1 em simples permuta de cumprimentos,, basea-

das na Comunhão duna mesma aspiração reptíblieana e patriótica.

Só mais tarde, volvidas algumas semanas, nos tornámos ambos a ver e a encontrar.

Foi no forte da Graça, em Eivas, como presos; no forte da Graça, onde nós, como tantos outros perseguidos pelo terror deâembrista e também pelo terror sidbniòta havíamos sido transportados em levas— pois que a leta da morte nãà foi a única leva dê então— após o malogra do movimento insurreccional d!e Coimbra, em Offttrbfo de 1&18.

Basta osta recordação, Sr. Presidente, qoe aporftmatmente invoco,- para receber o Ministério presidido pelo Sr. Liberato Pinto, fiâo como «ffi adversária ou inimigo intransigente, mas com a benévola es-pectativa qíie, perante as intenções de ca-d?. itm, deve existir entre republicanos desinteresâadós e convictos qu-e, acima de-todas íís- (5onèidera'ç5és, põem os- mais altos- iniérêsses da Pátria e da República.

Sr. Presidente: VPJÕ na Ministério ,capitaneado pelo Sr. Líberato Pinto, otrtfos republicanos ilustres, a alguns dós quais mfe pre'ndem laços, não só de antiga amizade política, mas de vnlha ft inalterada amizade pessoal. A todos saúdo também, pedindo licença para destacar sòmotíte a pessoa do Sr.- Ministro- dá Instrução, a Sr. Augusta Nobre, reitor ilustre da Universidade do- Porto, naturalista abalizado, autor d:e valiosos trabalhas" de zoblagia, meu1 conterrâneo, p'oiã ambos- somos da Porto, meu amigo e meu companheiro nos bancos escolares,, tanto em estudas preparatórios como mais tarde ainda nas escolas superiores, não devendo esq-uecernes-tô momento1 quò a ambos ainda mais nos liga' á terna e saiidosa recordação da memória sempre viva e cada dia mais radiosa' do grande poeta dó Sá, António Nobre, o irmão de Auguâfõ, e que foi um dos mais íntimos e mai"S querido» amigos do modesto Deputado e desválió§ah'oniem obscuro que têm a honra de' falar neste momento dentro dó Parlamento ffo séá País.

A todos, portanto, Sr. Presidente, as minhas saiidações como valiosos republicanos qtie os considero.