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Diário da Câmara dos Deputados

dupla qualidade de filho da colónia e dela legítimo representante no Congresso da Eepública, a fim de que a orientação tomada por S. Ex.a o Sr. Ministro se traduza em actos concretos, rápidos e eficazes e não seja, porventura, perturbada por qualquer fornia na sua acertada execução».

Isto dizia eu, Sr. Presidente, em Março do ano passado, e razão tinha eu para então dizer o que nesse artigo expus. Como que previa o que mais tarde havia de acontecer.

Sendo estranho e condenável o que se está passando com a crise de Cabo Verde, apelo para o Governo, para esta Câmara e principalmente para o Sr. Ministro das Colónias, para que se envidem todos os esforços, para que se empreguem todos os meios tendentes ao socorro imediato e inadiável daquela pobre gente. (Apoiados).

Espero igualmente, Sr. Presidente, que o Sr. Ministro das Colónias empregue toda a energia, toda a sanção penal para aqueles que, por.inércia, maldade ou con--denável egoísmo, não cumpram os deveres oficiais e os de humanidade, tal como aconteceu há pouco com o pessoal da máquina de um dos vapores da Empresa dos Transportes Marítimos do Estado, que insólita e brutalmente só negou a ir. com o seu vapor, às .diferentes ilhas, fazer uma necessária e urgente distribuição de mantimentos, apesar das ordens quo tinha recebido nesse sentido.

Para Gstes, pois, eu peço o maior rigor da lei.

Certo de que o Sr. Ministro das Colónias^ pelo conhecimento que tenho do seu altruísmo e patriotismo, não deixará de, envidar todos os meios ao seu alcance, no sentido de que aquela aflitiva situação seja melhorada, e se procuro debelar ou pelo menos atenuar a intensidade da crise, termino por aqui as minhas considerações sobre tam grave e momentoso assunto, aproveitando a ocasião, como Deputado eleito pela província de Cabo Verde, e dela natural, para apresentar o meu caloroso e profundo reconhecimento a todos os que nesta triste emergência, a têm procurado socorrer, salientando a imprensa do meu país e muito em especial o Diário de Noticias, que pela sua nobre e caridosa ati-

tude, tem dedicado toda a sua boa vontade em prover de remédio a essa calamidade que se alastra por uma colónia portuguesa e onde milhares de portugueses (quanto sofre o meu coração ao ter de pronunciar estas palavras!) estão ameaçados de morrer brutal e miseravelmente, dizimados pela fome inclemente. Tenho dito.

Vozes:—Muito bem.

O Sr. Campos Melo:—P'3di a palavra para pedir a V. Ex.% Sr. Presidente, o obséquio de me dizer s 3 o parecer u.° 617 já se acha impresso e distribuído.

O Sr. Presidente : — <_ à='à' que='que' a='a' refere='refere' ministérios='ministérios' dos='dos' reorganização='reorganização' é='é' ex.a='ex.a' serviços='serviços' o='o' p='p' se='se' diz='diz' vários='vários' v.='v.' parecer='parecer' respeito='respeito' _='_'>

O Orador: — Não senhor; o parecer a que me refiro é o que diz respeito à situação dos oficiais de justiça.

Peço a V. Ex.a a fineza d<_3 que='que' com='com' de='de' trata='trata' instar='instar' uma='uma' do='do' fim='fim' classes.='classes.' mais='mais' justiça='justiça' se='se' por='por' para='para' respectiva='respectiva' das='das' ordem='ordem' parecer='parecer' rapidamente='rapidamente' a='a' prestimosas='prestimosas' praticado='praticado' dado='dado' soja='soja' em='em' o='o' p='p' acto='acto' este='este' uni='uni' comissão='comissão' favor='favor' isso='isso' possível='possível' dia='dia'>

O orador não reviu.

O Sr. Presidente : — Devia, agora discutir-se o projecto do Sr. Plínio Silva, mas não estando presente o Sr. Ministro 'da Guerra, que ontem me informou ser--Ihe absolutamente impossível comparecer à sessão antes da ordem do dia, por motivos de serviço inadiáveis, entendo que tal projecto não poderá agora entrar em discussão.

Havendo número regimental, aprovou-se a acta sem discussão, e deu-se conta do resto do expediente que, -nos termos da respectiva rubrica, necessitava de deliberação da Câmara.