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Diário da Câmara dos Deputados
possivelmente que estou em êrro aqui não venha fazê-lo.
Tenho dito.
O discurso será publicado na íntegra, revisto pelo orador, quando, nestes termos, restituir as notas taquigráficas que lhe foram enviadas.
Os àpartes não foram revistos pelos oradores que os fizeram.
Antes de se encerrar a sessão
O Sr. Sá Pereira: — Sr. Presidente: recebi há pouco um telegrama de Pampilhosa da Serra, onde se me diz que se estão ali passando casos da mais extrema gravidade.
O administrador do concelho, mancomunado com os monárquicos da terra, tem espancado e alvejado a tiro republicanos, meus correligionários, pelo simples facto de terem tocado o hino nacional, tendo efectuado a prisão de muitos dêsses meus correligionários a quem levou para a cadeia da comarca.
Sr. Presidente do Ministério: estou convencido que V. Ex.ª s é alheio ao que se passa, por isso espero do seu espírito republicano que providências enérgicas se não farão esperar para que êstes desacatos não continuem, caso êles sejam verdadeiros.
Remeto a V. Ex.ª o telegrama que dali me enviaram.
Tenho dito.
O orador não reviu.
O Sr. Presidente do Ministério e Ministro do Interior (Ginestal Machado): — Sr. Presidente: em resposta às considerações produzidas pelo Sr. Sá Pereira devo informar S. Ex.ª de que tendo já recebido por outra via reclamações idênticas, ordenei, ao Sr. governador civil do distrito, que estava em Lisboa, a sua imediata partida a fim de proceder a um rigoroso inquérito.
Pode o ilustre Deputado reclamante estar certo que justiça inteira será feita.
Tenho dito.
O orador não reviu.
O Sr. Juvenal de Araújo: — Sr. Presidente: já usei da palavra nesta casa do Parlamento chamando a atenção do Govêrno para a greve marítima, pondo em relevo os prejuízos que daí estavam advindo para o País e duma maneira especial para as ilhas e colónias.
Apoiados.
Não preciso, pois, neste momento estar a referir novamente êsses prejuízos, porque isso seria ocioso e também duvidar dos conhecimentos que o Sr. Ministro da Marinha tem do facto.
Entretanto, peço licença para relembrar a S. Ex.ª que a situação para as ilhas e colónias é absolutamente insustentável por motivo dessa greve.
Tenho dito.
O Sr. Ministro da Marinha (Júdice Ricker): — Sr. Presidente: as informações que posso prestar ao Sr. Juvenal de Araújo são as seguintes: não houve possibilidade de se chegar a um acôrdo entro os armadores e os grevistas.
O Govêrno, chamando os armadores, mostrou lhes a necessidade que tinha de pôr os navios a navegar, porque acima dos interêsses das classes estavam os do País, e prontificou-se a fornecer-lhes o pessoal da armada necessário para os navios poderem navegar. Até hoje nenhuma das emprêsas requisitou ainda êsse pessoal, a não ser a Companhia de Navegação, que mandou atracar dois vapores, o Lourenço Marques e o Pedro Gomes, para completarem a descarga e carregarem de novo, a fim de seguirem viagem.
Requisitei pessoal do exército para proceder a essa descarga, visto que as classes em greve se negaram a isso, e eu quero ficar com o pessoal da Armada disponível para guarnecer os navios.
Apoiados.
As outras emprêsas ainda não requisitaram pessoal; mas logo que o requisitem, eu fornecer-lho hei.
Tenho dito.
O orador não reviu.
O Sr. Carvalho da Silva: — Sr. Presidente: chamo a atenção do Sr. Ministro das Finanças para o seguinte facto:
No concelho de Águeda o tesoureiro de finanças não mandou a tempo os avisos para o pagamento das contribuições, de forma que os contribuintes não pagaram? mas estão agora a receber avisos para