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Diário da* Kestôet do Senado

•roês, qu-e ô emquanto. importa o déficit -actual. Julgo quo isso é impossível.

A restrição do despesa que S. Ex.:i propõe e o aumento do impostos do solo que tem avaliado em 100:000 coutos, por ano não podo dar uma verba que se aproxime à importância do déficit.

Crtjio iLesmo qu^ todas estas medidas -somadas não podem por fornia ai gume.. ••ob'ter a cobertura do déficit que é indispensável alcançar desde já.

Oxalá me engane, mas não quero deixar passar a ocasião sem dizer que, eir. •minha opinião, e na do meu Partido, as medidas apresentadas são insuficientes para ocorrer a essas gravíssimas circuus--tâncias. Julgo-as insuficientes, e portanto •penso que, num prazo curto, vamo-nos 'encontrar numa gravíssima situação que não 6 entíi'j culpa do Poder Legislativo, •visto que ele já afirmou a convicção da •sua insuficiência*

-. • S. Ex.a depois, teve a bondade d-1 responder também às minhas preguntas sobre a direcção geral política que tencionava dar à autorização em matéria cambia); e, nesse ponto, folgo de estar «k: 'acordo com S. Èx.a

-• S. Ex." em voz de seguir o caminho de restrição e de proibição quo a prática tem mostrado ser pernicioso, pretende seguir uma políti&a de fiscalização de modo a que o Govôrno saiba .que destino têm as cambiais autorizadas. - É ossa, de facto, a melhor política em matéria cambial e a única que pode atenuar dentro de certos limites as êspceula-•ções desatinadas..

A ossa dou eu o- mon apoio. Demais não poílo deixar de ser Cf-*a a política a adoptar, visto que o seu ilustre colega da pasta da Agricultura, que está presente, •professor ilustre e -economista distinto, ainda ontem numa entrevista de um jornal -em -matéria de restrição do comércio, foi. absolutamente contrário â todas essas ros-, no qire tem o roeu pleno aplauso.

Tendo S. Ex.a- no sou Ministério uma pessoa tam autorizada não pode aer outra '«•^política íi seguir em matéria; de indug-•tria do cambiais.

. (N ao compreendo como éque a Associação Industrial do Porto, no ano de 1924, em Abateria; cambial, quere que o Governo de-a cotação -que^ deve. ter o escudo dtiereates praças cio JVds. orientação

e&ta que seria mais desgraçada para os efeito» de uma melhoria na actual situação.

O meu partido não regateia os meios necessários ao Governo para que os seus exlorços sejam coroados de ôxito.

E não vá S. Ex.!l considerar-nos juizes da acção do Governo.,

Mas não terminarei, sem repetir que a sua resposta no quo respeita às medidas que o Governo tenciona adoptar sobre a .gravíssima situação que estamos atravessando, n£o me deixou satisfeito, e agrava as pesadas apreensões que sinto sobre â situação do Tesouro público.

O Sr., Oriol Pena (para explicações): — Na resposta dada pelo Sr. Ministro das Finanças ficou-me a impressão de n&o ter S. Ex.a gostado que eu afirmasse supor que S. Ex.a fosse monárquico, quando era tenente de infantaria e fardado o tinha visto em Coimbra»

•São tem S. Ex.a razão.

Se achei pitoresco relembrar ôsse tem--po passado, reportar-me ao tempo em que era mais novo, não pensei em magoá-lo, nem. a afirmação o podia magoar.

S. Ex.a sempre nos disse alguma cousa tendente a esclarecer-nos sobre as suas iotençOes no momento actual.

No que pensaria de futnro, em. face de iam facto anormal que o fizesse mudar de cxpinião, nem S- Ex.!l poderia responder, nem ou lho pregnntei.

No final da sua oração, S. Ex.a fez-nos ,am elogio extraordinário do alto crédito que o Estado republicano merece a rtodo o País l

j.Pasraae, ó gentes l j Não posso concordar!

Se o Estado republicano merece .confiança àqueles que com ele têm negócios, isso será apenas aquela aparência do confiança, .que está ligada aos interesses das partes contratantes. , ,.,

. A .confiança, como eu a enteado, seria a tranquilidade que podesso ter a generalidade do País, aquela parte do País da qual S,.Ex.a disae que se mexe e se agita, e que afirmou estar em antagonismo com ,o Governo.

Aí tem S. Ex.a uma parto