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Cessão de í? de Junho de

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a hora não teria tido o azedume que se manifestou, se o requerimento apresentado, pelo Sr. Eibeiro de Melo tivesse de facto permitido a atenção do Sr. Presi dente que esteve nesse momento rodeado de colegas nossos.

Se nesse momento V. Ex.a tivesse verificado que a Câmara tinha rejeitado 'o requerimento do Sr. Ribeiro de Melo, como rejeitou depois, tinha-se aclarado completamente o assunto. e não estaríamos envolvidos em qui proa quo de que resultou a quási inutilidade da sessão, no dizer de alguns Srs. Senadores. , O Sr. Ribeiro de Melo requereu a presença do Sr. Ministro das Finanças para que o assunto fosse discutido, e para que S. Ex.a se pronunciasse acerca da proposta que o Sr. Ribeiro de Melo mandara para a Mesa, referente a um ex-serven-tuário da Caixa Geral de Depósitos e, segundo documentos que constam do processo, revolucionário do 5 de Outubro.

Rejeitado" esse requerimento, a discussão poderia ter corrido serenamente porque o Sr. Ribeiro, de Melo havia pedido a palavra em ' primeiro lugar e tinha o direito, que ninguém lhe contestou, de discutir a sua • proposta, rejeitada na Secção, e fazer ou não triunfar o seu ponto de vista, mesmo ausente que estivesse o Sr. Ministro das Finanças.

Porque não houve a serenidade e a ordem bastante para se poder explicar com clareza a forma como o assunto fora tratado na Secção, o Sr. Ribeiro de Melo, que é. um novo, embora inteligente, e tem um espírito um tanto altaneirç e de rebeldia, conseguiu ensarilhar de tal maneira a Câmara que esta acabou por não saber o que havia de resolver.

Porque eu tive um ténue lapso de memória, o que não admira na minha idade, S. Ex.a lançou mão desse lapso para • ainda mais ensarilhar a Câmara.

Desisti do requerimento e a Câmara, levando-me a essa desistência, não teve outra, intenção• senão provar que não ,era intenção sua arrastar-a discussão.

De facto, -na Secção foi o Sr* Ribeiro de Melo e não o Sr. Artur Costa quem. propôs que a pensão à família de João Chagas se tornasse extensiva à filha,' creio que a única que tem.

Mas a verdáííe. ó que o Sr. Ribeiro de Melo conseguiu ensarilhar, de tal maneira-

a discussão, que nós acabamos, talvez pela íôrça do calor e pela argumentação vasta, por chegar a uma situação que por fim já ninguém se entendia.

A 'Secção usou da maior gentileza para com o Sr. Ribeiro de Melo, que nós ainda, apesar de S. Ex.a não" estar a nosso lado, p consideramos como se estivesse.

O Sr. Ribeiro de Melo afastando-se de nós voluntariamente e, com mágoa nossa, não tem o direito.de procurar, porventura na melhor das intenções, fazer vingar os seus pontos de' vista senão com argumentos, e não cqni o que supôs, que era sua intenção fazer obstrucionismo.

Supus quo.era para fazer obstrucionismo. São as maiorias que têm a responsabilidade da administração pública; são as que sustentam os pontos de vista do Governo e assumem também a responsabilidade dos actos daqueles que apoiam.

Assim, -pregunto : <_ que='que' consentir='consentir' nsar='nsar' governo='governo' dos='dos' do='do' nós='nós' regimento='regimento' se='se' temos='temos' às='às' daqueles='daqueles' para='para' discussão='discussão' devemos='devemos' maioria='maioria' meios='meios' sem='sem' se.='se.' pública='pública' a='a' permite='permite' administração='administração' qualquer='qualquer' responsabilidade='responsabilidade' o='o' p='p' na='na' actos='actos' maiorias='maiorias' faça='faça' abreviar='abreviar' obstrncio-nismo='obstrncio-nismo'>

Ambos os lados da Câmara, dentro do Regimento, usam dos meios que a lei lhes permite.

Mas o Í3r. Ribeiro de Melo, nas suas primeiras considerações, discutiu não o assunto da proposta mas discutiu durante largo tempo o apresentante de um requerimento.- ,

Mas, Sr. Presidente, não ó do meu feitio, nem 'do meu .temperamento agitar questões que porventura possam tomar,o aspecto pessoal. ' .

Já não são poucas ás legislaturas que faço parte desta Câmara e todos sabem, quê tenho conseguido evitar em todas as questões-onde tomo parte que haja sequer a mais leve insinuação, porque sou incapaz de lhe dar o menor carácter pessoal.