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Sessão de 7 e 8 de Julho de 1925

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Em vez disso é chamado o Sr. António Maria da Silva, e eu, diga-se a verdade, entre o Sr. António Maria da Silva e alguns dos seus antecessoreSj voto por S. Ex.a e voto pelo seguinte: porque os seus antecessores têm feito tais cousas que não ameaçam só arruinar a Republica, ainda se fosse só isso estava bem, mas o pior é que iam dando cabo do País inteiro.

Nào apoiados.

Ora aqui está porque Sn digo isto, do mal o menos, porque ó a esse Ministério chamado do bloco-que devemos a situação angustiosa em que estamos, pois nós não estamos a ver o resultado que nos têm dado todas estas habilidades mirabolantes, como o empréstimo rácico, as questões da prata que abalaram o nosso crédito, a questão do fundo externo e o salto mortal que dea o câmbio, em que a libra" começou a saltar de 160$ até uma bagatela; nós não sabemos o-prejuízo que tem trazido a toda a economia nacional e à exportação essa cavalgada extraordinária de um câmbio aos pinotes constantes, que traz a paralisação completa*a todo o País!

Sr. Presidente:'ainda depois disto, ao vermos o estado em que puseram este País, nós vimos que começado abraço descarado com os elementos- de revolta, com os indesejáveis, para se aguentarem no Poder, mesmo à bomba se for preciso.

O Sr. Pereira Osório (aparte): — O que a investigação policial apurou é que era com a corporação das chamadas forças vivas.

O Orador:—Eu não digo que sim nem que não, o que digo é ter sido convidada essa gente umas vezes contra .ditadores, outras vezes contra a carestia da vida, outras vezes pelas juntas de paróquia, a fazerem desordens tais,. que este Parlamento se viu cercado dumas poucas do mil pessoas havendo indivíduos que tiveram medo e um deles foi V. Ex.a

O Sr, Pereira Osório (aparte):—-Eu o que tinha medo era ser vítima dos mo-» nárquicos.

tado como meu amigo que é; não lhe , acontece mal nenhum.

Risos.

- • Como ia dizendo,' prefiro o Sr. António Maria da Silva aos seus terríveis o sinistros antecessores.

Não estava o® Sr. António Maria da Silva indicado porque S. Ex.a faz a sua entrada depois de ter pespegado com o Governo em terra, arranjando um compromisso que não vejo maneira de se des-vencelhar dele. Refiro-me aos orçamentos.

S. Ex.a deitou o Governo a terra — e eu apoei-o — porque- entendeu e afirmou que não se podia continuar a viver no regjme dos duodécimos.

E uma doutrina que 'eu tenho pregado muitas vezes nesta casa. E S. Ex.a quere que o Orçamento seja discutido como deve ser, -não levianamente. Incontestavelmente o Parlamento partilha da mesma opinião de Si- Ex.a Por o Chefe do Governo anterior ''ter insistido em viver no 'regime dos duodécimos é que teve de abandonar o seu lugar. "

Agora, o Sr. António Maria da Silva tem que fazer discutir os orçamentos. • Mas, Sr. Presidente, está preparado com os meios necessários para fazer essa discussão, tal como eu o disse? Aqui está uma interrogação que desejo fazer.

Sobre xnitròs pontos do seu programa não insisto porque, se S. Ex.a singrar por aí fora e com felicidade, terei moita ocasião em dizer aquilo que penso sobre vários problemas de administração e não serei eu que recusarei o meu voto quando apresentar alguma cousa de útil para o País .porque a minha posição aqui não é de estar a fazer guerra à outrance a quem quer que seja.

Mais ainda: não regatearei o meu voto quando porventura reconheça que o Governo apresenta medidas de interesse nacional.

Por consequência, espero essa ocasião para dizer de minha justiça. E, agorar por aqui termino as minhas considerações desejando que S. Ex.a seja muito feliz e que Ihe^ corra tudo sem maior incidente. •

Tenho dito.

O orador não reviu. ••

O Orador: — V. Ex.a pode estar descansado que na monarquia há-de ser tra-