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Diário daí Sessões do Senado

e reprovo tudo o que seja beneficiar empresas que se organizem para proveito exclusivo daqueles que as constituem.

Sr. Presidente: nós temos por esse país além muita, riqueza inaproveitada; temos, por exemplo, bastantes quedas de água que podiam ser aproveitadas como fontes de energia eléctrica para o estabelecimento de indústrias e caminhos de ferro, o que viria aumentar a riqueza do país.

Há muito tempo que advogo a necessidade de se dar toda a facilidade a empresas -que porventura se formassem para explorar essas riquezas; mas, Sr. Presidente, pela longa discussão que tem tido esta proposta do lei, vejo que ela, na realidade, tem um sobrescrito especial, que pretende favorecer uma empresa, & Sociedade do Estoril, que não considero nas -condições daquelas que necessitam dos benefícios do Estado, e, portanto, não lhe dou o meu voto.

Tenho dito.

O Sr. Álvares Cabral: —Pedi a palavra para dizer a minha impressão sobre esta proposta de lei.

Ouvi com muita atenção as considerações feiras pelo ilustre Senador Sr. Her-culano Galhardo, e até nalguns pontos do seu discurso tive ocasião- de apoiar S. Ex.% mas devo dizer também que, duma maneira geral, entendo que as indústrias novas, e entre elas a do turismo, precisam, tal como sucede às crianças, aadar pela mão aos seus primeiros passos, e quando mais tarde se encontram desenvolvidas, e podem dispensar esse auxílio, trabalharem para coadjuvar os seus progenitores.

Sr..Presidente:

Visa a facilitar a construção de centrais eléctricas, ao aproveitamento de jazigos carboníferos pobres; todos sabem que em. Portugal há pocca hulha, o que abunda mais são os jazigos de lignites e antra cites.

Conheço no nosso país vários jazigos de lignites que se não exploram por falta de .transporte. Porque é mais barata a hulha vinda de fora do que a exploração dos nossos carvões pobres quando eles se aeham colocados em sítios de difícil acesso.

Havendo caminhos de «.ferro especiais para as minas o produto poderá competir.

Temos de olhar com bastante cuidado para o desenvolvimento do turismo; que pode ser a forma de nós equilibrarmos as nossas finanças.

Os economistas italianos, devido ao seu aturado estudo, chegam à observação de que .o capital entrado na Itália pelo turismo é mais importante que o que entra por via de todas as outras indústrias.

Ora, entendo que o melhor era que este projecto voltasse à Secção para ser remodelado por forma que não fosse alterado na sua essência.

Diz aqui o artigo 8.° que será o Minis-tério do Trabalho que fiscalizará .os materiais a empregar.

Não compreendo por que se fala aqui no Ministério do Trabalho, quando ó certo que tanto as indústrias eléctricas como a fiscalização dos caminhos de ferro pertencem- ao Ministério do Comércio; calculo que só por engc.no se poderia ter feito taL

Na altura devida eu terei ocasião de mandar para a Mesa rama emenda.

O Sr. D. Tomás de Vilhena:—Não aparece no Anuáno Comercial o meu nome em qualquer corpo gerente dalguma indústria;-isto digo a propósito do qne notou o Sr. Kibeiro de Melo.

Não tenho interesse algum neste projecto.

Eu não quero defender o caso da me-nayere que poupa muito na comida que dá aos seus filhinhos, para depois gastar rios de dinheiro na farmácia e no canga-Iheiro.

Eu não vou para aí.

Se há alguma semente que possa ser produtiva em matéria de -administração, é exactamente a de o Estado íavorecer tanto quanto possível o desenvolvimento do fomento nas suas variadas manifestações.

Esta é que é a minha tese. Claro está que esta orientação tem de ser encaminhada em termos hábeis para não favor recôr espécie alguma de especulação.