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634 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 84

o Sr. Comandante Sarmento Rodrigues decidiu empreender.

Vozes : - Muito bem!

O Orador: - Num momento em que Moçambique tem em curso, em projecto ou em estudo obras de fomento de cuja produtividade tanto depende o seu futuro, quando se; inicia um plano rodoviário de cuja execução tanto se espera, quando se estendem os seus caminhos de forro, se melhoram os seus portos e se abrem novos outros, se multiplicam os transportes aéreos, unindo os pontos mais distantes, quando os problemas do ensino se equacionam para imediata decisão que complete o esquema traçado, quando as cidades e vilas crescem, trazendo novos problemas ou fazendo reviver velhos anseios que não permitem delongas, quando os colonos continuam confiadamente o seu esforço magnífico, guando, em suma, a província afirma a sua capacidade criadora e, recebe, em tantos sectores, impulso decisivo do Governo, é grato verificar a nítida compreensão e conhecimento que o Ministro evidencia pelos problemas e sua premência, decidindo deslocar-se, numa verdadeira viagem do trabalho, que por si só é já afirmação notável do alto espírito dum governante e que pelos seus resultados virá a ser como todos confiamos, a confirmação, de que não se necessitaria, dos méritos e qualidades que nos habituámos a encontrar na inteligente actuação do Sr Comandante Sarmento Rodrigues.

Vozes : - Muito bem, muito bem!

O Orador: - Viagem de quem nada sacrifica aos propósitos de trabalho sério. Viagem de quem sabe ao que se dirige e para onde dirigir. Por isso mesmo com as características que de início acentuei.
Deste lugar e neste momento venho dirigir ao ilustre Ministro do Ultramar, que nesta Assembleia, ocupou com brilho a sua cadeira de Deputado por Moçambique, os votos da mais feliz viagem e as nossas certezas dum profícuo trabalho para bem de Moçambique, ao serviço da Naçào.
Disse.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.

O Sr. Carlos Moreira: - Sr. Presidente: neste mare magnum de acontecimentos e de notícias que é a época que estamos vivendo nem sempre ocorre o essencial e tantas vezes vemos a imprensa ocupada por noticiário de factos sem substancial importància.
Parece, às vezes, que vivemos apenas o presente, desinteressados das lições do passado e das preocupações do futuro.
Vem isto a propósito de uma notícia que há poucos dias veio publicada no diário A Voz, acerca do centenário, que neste ano ocorre, do nascimento do grande rei que foi D. Joào II, aquele a quem a História como julgadora, cognominou de «Príncipe Perfeito».
Precursor directo das longas viagens marítimas, defensor estrénuo dos direitos da realeza, na expressão superior de segurança e garantia das liberdades e direitos do povo, bem merece que o seu 5º centenário seja assinalado por comemorações dignas da sua extraordinária figura que passou além das fronteiras da Pátria e levou Isabel, a Católica, a proferir, na data do seu falecimento, a expressào de alto significado de admiração: «morreu o Homem ».
Ele foi, Sr. Presidente, um dos mais fiéis intérpretes da justiça e da defesa dos direitos da grei, justiça e direitos que ele próprio concretizou nesse lema admirável de ontem e de hoje: «Pola lei e pola grei». Pois que a grei portuguesa, consciente das glórias do passado e das aspirações do presente, lhe tribute as homenagens devidas são os votos que formulo deste lugar, plenamente convicto de que esses votos são os de todos os portugueses.
Ao Governo da nação entrego [...] o assunto.
Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado!

O Sr. Urgel Horta: - Sr. Presidente: como Deputado pelo Porto temos aqui apontado a necessidade das realizações mais instantes para progresso da cidade cuja população tanta ansiedade revela no seu engrandecimento. É extremamente agradável pedir nas circunstâncias em que o fazemos tendo a certeza de que os nossos pedidos sào ouvidos, escutados com o cuidado e a atenção que lhes são inteiramente devidos. Certo é que algumas vezes os problemas apresentados não têm sido claramente compreendidos, quer pelas entidades encarregadas de os solucionar, quer por aqueles que por dever e obrigação de cargo, não sabem fazer valer os direitos de uma urbe de tanta importância e vitalidade como é a capital do Norte.
As palavras com que hoje iniciamos esta intervenção não encerram pedidos, mas traduzem agradecimentos, manifestação de sentimento por tantos esquecida e que nós exteriorizamos jubilosamente.
O problema habitacional do Porto, e muito especialmente o problema das suas «ilhas» - antros de miséria, de degradação e de morte -, tem sido objecto dos nossos amargos queixumes. Esperamos confiadamente a sua resolução, pois sabemos que tanto o Sr. Presidente do Conselho, que cada vez mais se impòe à admiração do Mundo, como o Sr. Ministro das Obras Públicas, que se tem revelado individualidade de alto merecimento lhe estão dedicando o melhor interesse, procurando devotadamente solucioná-lo. o que para nós é motivo de legítimo orgulho, pela dedicação e fé com que temos tratado caso de tanta gravidade.
O Governo com a resolução agora tomada de construir no Porto 600 casas de renda económica - contributo admirável para a soluçào parcial de um problema que atinge a cidade -, bem merece ser louvado. Queremos deixar-lhe aqui a eloquente expressão do nosso agradecimento pela medida tomada, de tão alto alcance social, moral e político, esperando ver dentro em breve e decididamente atacar o problema de tanta actualidade e projecção como é o das «ilhas».

Vozes : - Muito bem !

O Orador: - Ao Sr. Ministro da Educação Nacional desejamos também apresentar cumprimentos agradecidos, pela sua compreensiva atitude, bem digna de ser realçada, deferindo o pedido que aqui formulámos para que o Porto não fosse esquecido no período de teatro lírico que nessa data se iniciava no Teatro Nacional de S. Carlos.
Dificuldades de ocasião não permitiram que o nosso alvitre fosse na época realizado na época corrente, mas sabemos que S. Ex.ª resolveu que na próxima temporada a capital do Norte visse satisfeita tão merecida distinção. O Sr. Ministro da Educaçào Nacional é aquele espírito ponderado e forte que há muito nos habituámos a admirar, sempre disposto a tomar resoluções corajosas, apoiadas na razão e na justiça.
Desta tribuna o saudamos, pedindo ao mesmo tempo que não esqueça outros problemas contidos na sua