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334 I SÉRIE - NÚMERO 11

cia de desportistas. Terá razão esse autarca. Na verdade, existiram convites, inqualificáveis e pouco dignificantes para quem os fez, com alusões to de fundos comunitários. Ministros houve que se preocupantes ao aproveitamento permitiram não só proceder a inaugurações de obras há muito em correcto e pleno funcionamento mas também produzir afirmações gravíssimas como a de que «se a Câmara for PSD, o Governo poderá ajudar muito mais». Mas esse ministro, ao que consta, acrescentou a tal tipo de frases o advérbio «naturalmente». Convenhamos que tudo isto nada tem de natural, a não ser a confirmação da teia tentacular de clientelismo e da disposição plena por alguns daquilo que pertence ao País a que o PSD já nos habituou, além de ser uma manifesta demonstração de uma actuação chantagista.
Em 24 de Junho de 199J3, o Sr. Ministro Marques Mendes, nesta Câmara, quando confrontado com as declarações do seu colega do Executivo, dizia claramente que, se por hipótese fossem verdadeiras tais declarações no sentido de que o Governo privilegia já ajuda ou o apoio às câmaras sociais-democratas, teria de dizer que discordava clara e frontalmente dele. Hoje, e após o Primeiro-Ministro ter dito que os autarcas do PSD estão em melhores condições para usufruir do PDR, seria interessante saber se a discordância do Sr. Ministro Marques Mendes se mantém.

O Sr. Presidente: - Peço-lhe que conclua, Sr. Deputado.

O Orador: - Termino já, Sr. Presidente.
Ao pé destas graves afirmações, as ofertas de promoções e lugares públicos, as perseguições, as pressões para desistência de candidaturas não passam de meras decorrências das afirmações de candidatos d 3 PSD, do tipo «até os comemos».
A dignidade e a seriedade dos autarcas causarão certamente indigestões ao partido maioritário, tal como os próximos resultados eleitorais lhe provocarão, seguramente, sobressaltos graves.
E se é certo, na decorrência do que tem vindo a ser dito por alguns Deputados da maioria, que este partido já não é o PPD que ajudaram a criar, é tão mais certo quando na certeza de que ficariam envergonhados os dirigentes do PPD com a falta candidatos do PSD...

O Sr. Narana Coissoró (CDS-PP): - Muito bem!

O Orador: - ... e com a actuação de alguns candidatos em Tábua, Tondela, Aveiro, Oliveira do Bairro, Águeda, Guarda, Viana, do Castelo.

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado José Cesário.

O Sr. José Cesário (PSD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Desde há alguns a esta tribuna fazer soar anos, tenho vindo sucessivamente bem alto os problemas e os anseios das populações da região de Viseu.
É sobretudo em função de Viseu que sou Deputado e é uma vez mais por isso que hoje volto a usar da palavra. Assim, alguns factos recentes merecem uma referência particular pelo seu enorme significado político e social.
Primeiro, foram finalmente abertos os concursos dos primeiros troços do IP.
Ponte de Reconcos e a Régua, incluindo a travessia, do rio Douro, um empreendimento com um valor global de 9 milhões de contos.
Segundo, foi recentemente criada, com sede na cidade de Viseu, uma Direcção Regional de Juventude para uma área de jurisdição correspondente aos actuais distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco.
Terceiro, as obras do novo Hospital - Distrital de Viseu iniciaram-se antes do Verão e têm prosseguido em impressionante ritmo devendo absorver em 1994 mais 2,2 milhões de contos.

Vozes do PS: - É só dinheiro!

O Orador: - Estas três referências correspondem a algumas das grandes questões que ao longo dos últimos anos têm preocupado os viseenses e às quais os últimos governos têm procurado dar a necessária resposta, agora materializada em obras concretas, já bem distantes de simples projectos ou promessas de qualquer índole.
Temos assim de publicamente reconhecer, como viseenses que somos, que o Professor Cavaco Silva cumpriu em absoluto tudo o que referiu sempre que visitou a nossa região.

O Sr. Joel Hasse Ferreira (PS): - Isso é um espanto!

O Orador: - Não se limitou às palavras! Passou de facto aos actos, enquanto outros têm feito da sua política uma simples tribuna de críticas, incapazes, como já o demonstraram, de realizar o que quer que de significativo fosse, em prol de Viseu.

O Sr. Silva Marques (PSD): - Muito bem!

O Orador: - De facto, cumpre aqui dizer, alto e bom som, que a actual proposta do PIDDAC, para 1994, presentemente em discussão nesta Câmara, é, de longe, a melhor e mais significativa para Viseu desde sempre, o que demonstra a atenção dedicada aos problemas do interior, em geral, e de Viseu, em particular.
Porém, valerá a pena voltar às três grandes realizações que referi no início desta intervenção! Elas obedecem, em absoluto, a três objectivos há muito por nós equacionados: desenvolvimento económico; melhoria da qualidade de vida das populações, aumento do peso político de Viseu.

O Sr. Silva Marques (PSD): - Muito bem! É isso! Ouçam, Srs. Deputados comunistas!

O Orador: - O desenvolvimento económico consegue-se, e ele tem sido notório, através da edificação de infra-estruturas que propiciem o incremento do tecido empresarial. Aqui terão um papel decisivo as vias de comunicação, de que surgem agora como melhores exemplos o IP n.º 3, o IP n.º 5 e a linha ferroviária da Beira Alta, bem como os equipamentos educativos, como, por exemplo, a Escola Superior de Tecnologia e o Centro de Formação Profissional.

O Sr. João Amaral (PCP): - É a automotora de Viseu!

O Orador: - A melhoria da qualidade de vida das populações atingir-se-á com realizações de índole social, cultural e recreativa, de que poderemos destacar o novo Hospital de Viseu, já em construção, e o de Lamego, agora em plano.
O peso político da região aumentará com o nosso próprio protagonismo e com a fixação de novas estruturas político-administrativas, de que é exemplo recente a Direcção Regional da Juventude da Beira Interior, agora final-