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0081 | I Série - Número 002 | 17 de Setembro de 2004

 

O Orador: - Nas nossas casas, nas nossas ruas, há hoje alunos que estudam em escolas igualmente financiadas pelo Estado, umas públicas e outras particulares em contratos de associação. Nestas últimas o ano lectivo começou porque a colocação de professores não resultou do sistema nacional inventado pelo governo de Durão Barroso. Porém, nas escolas públicas faltam professores, faltam directores de turma e há horários que estão imaginados sem saber a quem se destinam!… Isto tem um efeito devastador sobre a credibilidade pública do nosso sistema escolar!…

O Sr. Guilherme d'Oliveira Martins (PS): - Muito bem!…

O Orador: - E qual é a responsabilidade do Governo? A sua responsabilidade é defender a escola pública ou contribuir para que ela perca crédito junto das populações?

Aplausos do PS e do BE.

É de responsabilidade política que aqui se fala e de que se deve, hoje, aqui falar. E o Governo de Santana Lopes, que tanto manda dizer pelas primeiras páginas dos jornais, que aposta na comunicação, por que é que não está hoje aqui a discutir o início do ano lectivo?

O Sr. José Magalhães (PS): - Bem perguntado!

O Orador: - Porque se escondem? Por que fogem a assumir, no contraditório, as responsabilidades? Por que é que preferem fazer agora uma espécie de conversas em família, sem direito a perguntas, às horas dos telejornais e não discutem no Parlamento as questões que afligem os portugueses?

Vozes do PS: - Muito bem!

O Orador: - Essa é que é a questão que temos de tratar aqui.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: - Para uma declaração política em nome do seu grupo parlamentar, tem a palavra o Sr. Deputado Nuno Teixeira de Melo.

O Sr. Nuno Teixeira de Melo (CDS-PP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Há menos de uma semana, recordámos um atentado que, realizado a 11 de Setembro de 2001, marcou o momento em que o mundo civilizado teve de decidir reagir contra um terrorismo fundamentalista, fanático, cruel, que elegeu como causa a destruição dos valores da sociedade ocidental de que fazemos parte.
De início, perante as acções dos Estados Unidos no Afeganistão e da coligação internacional no Iraque, algumas foram as vozes que se levantaram contra, desde logo, neste Parlamento.
Vozes que preferiram ser hostis às democracias e tolerantes para com as ditaduras.

Vozes do CDS-PP: - Muito bem!

O Orador: - Vozes que, perante os factos, as mortes, as atrocidades e as ameaças à nossa própria existência, preferiam que tudo se mantivesse como estava.

O Sr. João Pinho de Almeida (CDS-PP): - Muito bem!

O Orador: - Mas em compensação, diga-se, muitas mais foram as vozes daqueles que compreenderam e apoiaram as acções dos defensores da liberdade.

Aplausos do CDS-PP.

Sendo que hoje, em momento do balanço possível, parece fácil ver quem tinha razão.
De resto, há dias, uma outra acção terrorista, noutra parte do mundo, demonstrou em Beslan, na Ossétia do Norte, como com gente insana não se pode dialogar.
Milhares de crianças foram sequestradas e centenas foram assassinadas, tal como em 11 de Setembro de 2001, à vista de todos, com o mundo por audiência.