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11 | I Série - Número: 033 | 15 de Janeiro de 2009

O Sr. Luís Campos Ferreira (PSD): — Não responde a nada!

O Sr. Primeiro-Ministro: — » ás cçlulas embrionárias, que são indispensáveis para a melhoria da qualidade da saúde no nosso país.
Pergunta o Sr. Deputado: «como é que o Sr. Primeiro-Ministro garante que estamos melhor do que no passado?» Com números, Sr. Deputado!

O Sr. Luís Campos Ferreira (PSD): — Não é a sua especialidade!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Dou apenas um exemplo, para já não falar do número de cirurgias realizadas no Serviço Nacional de Saúde nem das primeiras consultas, que é o das listas de espera.
Número de inscritos em listas de espera, no nosso país, em Dezembro de 2005, 240 000; número de inscritos em Outubro de 2008, 178 000. Isto quer dizer uma melhoria significativa.
Mas talvez o mais importante seja debruçarmo-nos sobre a questão da mediana do tempo de espera.
Em Dezembro de 2005, 37% das pessoas esperavam 12 meses,»

Protestos do Deputado do PSD Luís Marques Guedes.

» hoje, são apenas 11%.

Aplausos do PS.

Protestos do PSD.

Já percebo o que estão a dizer: não convêm estes números, isso dos números não interessa nada!

Vozes do PSD: — Responda às perguntas!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Vou continuar.
Em Dezembro de 2005, 8,6 meses de espera; em Outubro de 2008, 4 meses de espera, ou seja, reduzimos para metade o tempo de espera. Isto significa um bom trabalho.
Mas percebo bem que não queiram falar de matérias relativas à saúde.

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Afinal de contas — e digam-me, Srs. Deputados, se, até hoje, assistiram aqui a uma proposta do PSD em matéria de saúde — , não querem falar de saúde, e compreendo bem porquê. É porque uma das duas únicas medidas anunciadas pela liderança do PSD e por vários Deputados do partido foi, em primeiro lugar, privatizar serviços de saúde.

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Diz o PSD: «não queremos que o Estado esteja em áreas de onde é melhor sair e recuar; talvez apenas nas funções de soberania (»)« — foi o discurso da actual liderança. Mas mais: é por isso que a agenda escondida do PSD, agora, não é revelada.
É que a proposta do PSD, em matéria de saúde, significa, para a classe média, pagar duas vezes os serviços de saúde: uma, como contribuinte, e outra, como utilizador dos serviços — afinal de contas, é este o seu programa!

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.