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31 | I Série - Número: 067 | 16 de Abril de 2009

O Sr. Hugo Velosa (PSD): — Caminhamos para um record grave!

O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Saímos um ano antes do procedimento de défices excessivos e é isto que garante folga orçamental para ajudar as empresas e as famílias e promover o emprego.
Mas também não é verdade que não estejamos a agir e a agir onde é preciso.

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): — Ninguém percebe!

O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Só algumas notas, Srs. Deputados.
Em primeiro lugar, no ano passado, ao contrário do que disse o Sr. Deputado Diogo Feio, as transferências para a agricultura portuguesa foram as maiores de sempre — 1500 milhões de euros — e o rendimento médio dos agricultores portugueses subiu, quando desceu o rendimento médio dos agricultores europeus.

O Sr. Paulo Portas (CDS-PP): — Vá dizer isso aos agricultores!

O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Há, neste momento, mais de duas centenas de escolas que estão em obra, que estão a ser feitas ou a ser qualificadas — escolas do 1.º ciclo, escolas do ensino básico, escolas secundárias.
Hoje, 26 000 empresas já beneficiaram das linhas de crédito, representando um valor agregado na ordem dos 2700 milhões de euros.
Nos seguros de crédito à exportação, já foram feitas 267 operações, representando 105 milhões de euros.
No apoio ao emprego, há, hoje, 134 000 portugueses trabalhadores que beneficiam do facto de as respectivas empresas terem uma redução da taxa social única na ordem dos 3%.
Há mais 8500 jovens em estágios profissionais e há, neste momento, 18 000 beneficiários do programa de inserção nas entidades sem fins lucrativos.
Há mais medidas para tomar? Sim, mas nesta linha de rumo! Esta linha de rumo não é a de ignorar que o rendimento disponível das famílias, daqueles que têm emprego, daqueles que têm pensões, daqueles que são funcionários públicos vai aumentar no ano de 2009. Mas a prioridade são os outros, aqueles que têm o seu emprego em perigo ou aqueles que estão à procura do primeiro emprego ou desempregados.

Protestos do PCP.

Portanto, as linhas políticas que se limitam a propor»

O Sr. Presidente: — Tem de concluir, Sr. Ministro.

O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Estou a concluir, Sr. Presidente.
Como estava a dizer, as linhas políticas que se limitam a propor que o Estado desista de intervir, que é a linha política do PSD, ou que o Estado deixe de cobrar as receitas sociais e fiscais de que necessita para ter recursos, que é a linha política do CDS, são linhas políticas erradas.
A política certa é a que promove o investimento e apoia o emprego.

Aplausos do PS.

O Sr. Honório Novo (PCP): — É isso que vocês não fazem!

O Sr. Diogo Feio (CDS-PP): — Vá dizer isso às empresas, Sr. Ministro!

O Sr. Presidente: — Também para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Portas.