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I SÉRIE — NÚMERO 1

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O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — … ou com a situação última do momento presente, mas, sobretudo,

com a política e com os caminhos que a nossa democracia tem tomado nos últimos anos.

Inequivocamente, Sr. Deputado, aquela não foi uma manifestação do Bloco de Esquerda, aquela não foi

uma manifestação do Partido Comunista Português, aquela não foi uma manifestação do Partido Socialista,

aquela não foi uma manifestação de qualquer outro partido ou de sindicato. Aquela manifestação não tem

dono! Aquela manifestação não pode ser titulada, não pode ser apropriada por ninguém, porque isso seria

falsear por completo os desígnios da esmagadora maioria das pessoas que se manifestaram ordeira e

pacificamente, com tranquilidade, no passado sábado.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

Protestos do PS e do BE.

No entanto, também se notou, já de noite, uma outra tendência naquela manifestação.

Mas até queria separar estes dois momentos, porque eles devem ser separados para, enfim, não macular a

manifestação de sábado que correu tão bem e que todos os agentes políticos deste País, sem exceção,

devem perceber e saber interpretar para o bem de Portugal!

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — Como eu estava dizer, já de noite, notou-se uma tendência de

gente que quis protestar pelo protesto, que apostou na lógica do «quanto pior, melhor», que se pôs à porta da

Casa da democracia provocando as autoridades, provocando incidentes, tentando criar uma imagem que não

é a imagem deste País, que não é a imagem das pessoas que se tinham manifestado à tarde, que não é a

imagem e o sentimento do povo português.

A Sr.ª Presidente: — Queira terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — Vou terminar, Sr.ª Presidente.

Aquilo que se pergunta é exatamente de que lado estão o Bloco de Esquerda e a esquerda radical. Do lado

das pessoas que exerceram o seu direito democrático de protesto ou do lado daqueles que tentaram subverter

a democracia criando incidentes, criando turbulência, criando intranquilidade pública?!

A Sr.ª Presidente: — Queira terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Carlos Abreu Amorim (PSD): — De que lado é que os senhores estão?! O que é que os senhores

querem para o futuro deste País?!

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Sr. Deputado João Semedo, tem a palavra para responder.

O Sr. João Semedo (BE): — Sr. Presidente, Sr. Deputado Carlos Abreu Amorim, respondo-lhe, e com

muito gosto. A sua intervenção é muito estimulante para lhe dar a resposta que merece.

Risos do BE.

É porque o Sr. Deputado falou numa manifestação que não viu nem ouviu. Se o senhor estava a comentá-

la na televisão, como é que pode tê-la ouvido e visto?!

A Sr.ª Mariana Aiveca (BE): — Com certeza!