I SÉRIE — NÚMERO 20
36
O Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais: — E este acréscimo decorre de um combate sem
tréguas à economia paralela, à evasão e à fraude fiscais. É um combate que tem sido feito por este Governo e
pela administração fiscal desde a primeira hora, e que tem contado com a participação de milhões de
consumidores finais.
Era muito importante que o PS, com vocação governativa, também aderisse a este esforço de combate à
fraude e à evasão fiscais e que, quando falasse do IVA da restauração, falasse também deste ganho de
eficiência, que é fundamental para termos uma economia que respeite os contribuintes cumpridores, combata
a subdeclaração, a economia paralela e aquelas situações que põem em causa uma concorrência leal entre os
agentes económicos no mercado.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Sr. Deputado João Oliveira, pede a palavra para que efeito?
O Sr. João Oliveira (PCP): — Para fazer uma interpelação à Mesa, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Faça favor.
O Sr. João Oliveira (PCP): — A minha interpelação é no sentido de solicitar ao Sr. Presidente que faça
distribuir a página 32 do relatório interministerial, onde o Governo se refere ao IVA da restauração como uma
medida ativa de estímulo à economia, com especial enfoque no emprego, podendo gerar efeitos positivos
semelhantes aos observados noutros países europeus.
E se o Governo não escreve estas coisas só para constarem do relatório e para enganar as pessoas,
então, vai ter de tirar consequências deste debate e aprovar as propostas do PCP.
Aplausos do PCP e de Os Verdes.
O Sr. Presidente (Ferro Rodrigues): — Será distribuído, Sr. Deputado.
Tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Cecília Meireles.
A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Intervenho apenas e só
porque fui citada — aliás, numa intervenção em que foram usados termos como «demagogia» e «roubar».
Ora, ao sumo disso, Sr. Deputado, não lhe repondo, porque acho que esse tipo de intervenções qualifica
sobretudo quem as faz e não quem é o seu alvo.
Vozes do CDS-PP: — Ora bem!
Protestos do PCP.
A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — E tenho a dizer-lhe, Sr. Deputado, que a mim não me insulta quem
quer, insulta-me quem pode — e esse não é manifestamente o seu caso.
Em todo o caso, tudo aquilo que eu disse à AHRESP — e, repito, não foi a primeira vez que o disse aqui,
tendo terminado dizendo-lhes isso mesmo, e eles próprios reconhecem que é absolutamente verdade, — foi
que, quer aqui quer noutras funções, jamais lhes fiz promessas. E, de facto, terminei essa intervenção,
dizendo «eu não lhes faço promessas, digo-lhes a verdade».
Se me perguntam se tenho apreço pelo setor, se acho que é um setor importante, sim, acho. Se me
perguntam se a medida determina uma perda de receita que nós temos dificuldade em encontrar, sim, também
é verdade e, portanto, é difícil.
O Sr. João Oliveira (PCP): — E quanto é que vão gastar nas PPP?!