O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 103

18

A Sr.ª Elza Pais (PS): — Já existia!

A Sr.ª Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade: — … foi com este Governo

que se fez o reforço das casas-abrigo para que todas elas possam apoiar medidas de autonomização das

vítimas. Porém, não se reconhece nada de novo! É a teoria da continuidade aquela que o PS perfilha. Pois

fiquem-se com ela, não é verdadeira!

Aplausos do PSD.

Sr.as

e Srs. Deputados: Os números mostram que o pico das queixas de violência às forças de segurança

está em 2010, com 31 000 queixas. A Sr.ª Deputada Elza Pais, se tiver boa memória, lembrar-se-á de uma

entrevista que deu, em 2010, na qual dizia o seguinte: «É positivo que as queixas subam, é positivo que haja

mais reporte às forças de segurança. Isso significa que o sistema está a funcionar». Mas agora que não temos

31 000, temos 27 000, a Sr.ª Deputada diz que os números são exorbitantes.

A Sr.ª Elza Pais (PS): — Eu não disse isso!

A Sr.ª Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade: — Então, o que é que eram

no seu tempo, Sr.ª Deputada? O que é que eram senão exorbitantes?

Aplausos do PSD.

Mas, nessa altura, quando o PS era Governo, a tese era: quanto mais queixas, melhor, isso significa a

desocultação da violência. Agora, é: quanto mais queixas pior, a violência está a agravar-se.

A Sr.ª Elza Pais (PS): — Eu não disse isso! Não ponha na minha boca o que eu não disse!

A Sr.ª Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade: — Sr.ª Deputada,

convenhamos: tem de escolher uma teoria! Não pode é ter uma quando está no Governo e outra quando está

na oposição. Não bate certo!

Dizia eu, Sr.as

e Srs. Deputados, que a continuidade tem de ser posta em causa. Não há uma mera

continuidade, há uma ampliação, e muito significativa.

O número de aparelhos de teleassistência entregues às vítimas de violência doméstica começou com 13,

em 2011, e estamos em 192, em 2014.

Quanto à vigilância eletrónica aplicada aos agressores, começámos com 51, em 2012, e estamos com 237,

em 2014.

Sr.as

e Srs. Deputados, não há — e até porque quero, com a permissão da Sr.ª Presidente, passar a

palavra ao Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna — tempo suficiente, nem

serenidade nem ambiente para se fazer o debate que o Bloco de Esquerda propõe. Esse debate está em

curso na Comissão, onde o Governo esteve sempre disponível para estar presente, mas o Bloco de Esquerda

não quis. Quis atravessar-se nesse debate com uma discussão no Plenário para que esta matéria se tornasse

afinal uma arma de combate político.

Sr.ª Deputada Helena Pinto, citou uma entrevista da Professora Cristina Soeiro e faz muito bem, pois é

uma excelente técnica, uma excelente profissional. Quanto à pergunta sobre se a violência contra as mulheres

aumentou em Portugal, responde a Professora, na tal entrevista que a Sr.ª Deputada citou: «Não vejo as

coisas assim. A questão é que as mulheres adquiriram a capacidade de relatar o seu próprio problema». É isto

que diz a Professora Cristina Soeiro, Sr.ª Deputada Helena Pinto.

Sr.ª Presidente, com a sua licença, passo a palavra ao Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da

Administração Interna,

Aplausos do PSD e do CDS-PP.