25 DE SETEMBRO DE 2014
15
000 pessoas empregadas. Este aumento foi explicado, em grande medida, pelo aumento do número de
contratados a tempo indeterminado, o que pode ser confirmado em fontes do Instituto Nacional de Estatística
A competitividade do País está a crescer. De acordo com o Fórum Económico Mundial, Portugal subiu 15
lugares no ranking mundial da competitividade, e não me alongarei mais neste tema porque ele já foi aqui
discutido.
Para quem tenha dúvidas, Portugal está a fazer bem aquilo que lhe compete, basta olhar para os elogios
feitos, este ano, pelos Estados Unidos, pela OCDE, pela Comissão Europeia, pelo Financial Times, pelo
Banco Central Europeu (BCE) e até pelo socialista Presidente do Parlamento Europeu Martin Schultz.
Mas eu não quero negar a evidência e, por isso, gostaria de falar-vos do setor que, neste contexto, mais
contribui para os dados positivos, ou seja, o turismo, que comemora no próximo sábado o seu dia mundial.
Em 2013, o contributo deste sector para o PIB foi de 5,8% e para o emprego direto de 7,2%, enquanto a
nível mundial a média foi de apenas 2,9% e de 3,4%, respetivamente. Na realidade, o turismo em Portugal
vale hoje mais para a economia, emprego, exportações e investimento do que no resto da Europa e até
mesmo no mundo. Este é, assim, um dos principais setores da economia portuguesa.
Mas se pensávamos que, em 2013, o turismo em Portugal já tinha atingido o seu máximo, os números
acumulados até julho de 2014 evidenciam o contrário: o número de hóspedes aumentou 11,6%; o número de
dormidas aumentou 10,8%; os proveitos aumentaram 11,8%; as receitas aumentaram 10,3%; o saldo da
balança turística aumentou 12,9%; o RevPar, ou seja, o rendimento por quarto, aumentou 9%; e a taxa de
ocupação por quarto aumentou 3,1 pontos percentuais. Estas são, de facto, realidades incontornáveis e que
deviam deixar todos, mas todos, os Srs. Deputados satisfeitos e a aplaudir.
Aplausos do CDS-PP.
Já no que respeita aos três principais mercados que procuram Portugal como destino turístico, gostava de
salientar o seguinte: em relação ao Reino Unido, o crescimento em hóspedes acumulado até julho de 2014 foi
de 14,8%; no que respeita à Alemanha, mercado sempre difícil, o crescimento em hóspedes acumulado até
julho de 2014 foi de 8,3%; já no que diz respeito a Espanha, nosso principal mercado e que alguns achavam
impossível crescer mais, o crescimento em hóspedes acumulado até julho de 2014 foi de 18,9%.
Mas há também mercados novos que estão a chegar ao País, e a repetir, dos quais destaco três: Angola,
no qual o crescimento em dormidas acumulado até junho de 2014 foi só de 43,2%; China, no qual o
crescimento em dormidas acumulado até junho de 2014 foi só de 59,9%; e Luxemburgo, no qual o
crescimento em dormidas acumulado até junho de 2014 foi 32,1%.
Srs. Deputados, podem voltar a aplaudir, porque é mérito das empresas e dos empresários portugueses.
Aplausos do CDS-PP.
Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: Estes resultados por parte deste sector, que está a puxar pela
economia, encontram a sua explicação em alguns fatores, mas evidentemente no esforço dos empresários e
dos trabalhadores.
O destino é bom e diversificado, o que permite ter vários produtos para vários turistas — já não somos
fortes apenas no Algarve. Agora, com quotas de mercado relevante, temos as regiões do Algarve, como é
evidente, de Lisboa, da Madeira e do Porto e Norte, o que compreende uma razoável cobertura do território.
Temos empresas e trabalhadores dinâmicos e competentes, que responderam bem ao desafio. Como
exemplo temos o setor da animação turística, em que o ritmo de criação de emprego destas empresas mais do
que duplicou após a liberalização feita por este Governo, qualificando o destino e criando emprego.
Temos um parque hoteleiro de muita qualidade, repito, de muita qualidade. Não queria deixar de dar uma
palavra de apreço ao Governo socialista, que foi fundamental na requalificação da oferta. Portanto, esta é uma
matéria de consenso, não de disputa política.
Vozes do CDS-PP: — Muito bem!