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I SÉRIE — NÚMERO 18

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Aplausos do PS.

Voltar ao passado é voltar ao tempo do medo, da falta de esperança e do obscurantismo. Pode até ser que

seja isso mesmo que a direita quer, mas podem ter a certeza de que não é isso que nós queremos e é contra

isso que sempre lutaremos.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Rubina

Berardo.

A Sr.ª Rubina Berardo (PSD): — Sr. Presidente, gostaria de cumprimentar o Sr. Deputado Carlos Pereira.

Folgo muito em tê-lo connosco neste debate parlamentar sobre o próximo Orçamento do Estado.

Depois de ouvir a intervenção que proferiu agora — por momentos parecia haver aqui uma espécie de

minicomício do seu partido —, vieram-me à cabeça algumas palavras proferidas na semana passada

relativamente à capacidade de independência e de imparcialidade, mas isso ficou claro nesta sua declaração.

Aplausos do PSD.

Sr. Deputado, certamente que a última coisa de que quereria falar neste debate parlamentar seria sobre a

Madeira, mas era precisamente sobre isso que lhe queria colocar algumas questões, até porque os madeirenses

também exigem uma resposta do Grupo Parlamentar do Partido Socialista relativamente a várias matérias.

Sr. Deputado Carlos Pereira, vemos pelo mundo fora quais são as consequências de os partidos tradicionais

ignorarem parcelas inteiras dos seus cidadãos, sabemos quais são as consequências quando a luta pelo poder

é um fim em si mesmo e não um meio para governar melhor, ao contrário do que o Sr. Deputado Carlos Pereira

referiu ali daquela tribuna.

Esta responsabilidade, em Portugal, é primeiramente vossa, Sr. Deputado. Recai sobre quem governa, sobre

o Partido Socialista, Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes. Ao invés do que a responsabilidade e o sentido de

Estado ditariam, o vosso Governo encena, dissimula e, a par das cativações orçamentais que faz no País inteiro,

neste Orçamento, por razões meramente eleitoralistas, cativa aproximadamente 120 milhões de euros em

transferências devidas e prometidas à Madeira.

Vejamos como monta toda esta encenação pública, que supostamente vai contribuir para a construção do

novo hospital da Madeira, mas depois, na prática, é radicalmente abaixo dos 50% prometidos e, no final das

contas, o que temos são 13% do valor total da obra. Mas o PSD dará oportunidade para retificarem estes valores

no Orçamento.

Protestos do PS.

Sr. Deputado Carlos Pereira, o seu partido está disposto a apoiar algo que nada tem a ver com a ideologia

partidária, algo muito mais elementar: cumprir a palavra ainda não honrada pelo Primeiro-Ministro relativamente

aos 50%?

Sr. Deputado Carlos Pereira, continua a ser figurino desta farsa?

O Governo alega que diminui a taxa de juro do empréstimo à região, mas depois contamos com a

perversidade da vossa proposta, um verdadeiro «abraço de urso» relativamente aos contribuintes da Madeira,

obrigando a canalizar a poupança para a própria amortização mais rápida do capital.

Srs. Deputados, convém ter memória. O que é que aconteceu quando a troica, em 2013, baixou a taxa de

juro do empréstimo a Portugal!? Será que os credores internacionais impuseram um critério semelhante!? Não.

Nem a troica foi tão longe como os senhores socialistas! Quem vai além da troica, na verdade, são os

governantes socialistas.

Sr. Deputado Carlos Pereira, continua a ser figurino também desta farsa?

Diz o ditado que «à mulher de César não basta ser, tem de parecer»…