O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

14 DE JANEIRO DE 2021

27

No que diz respeito às respostas em saúde mental, muito as prezamos. Aliás, temos apresentado uma série

de propostas nesse sentido, com as escolas em funcionamento presencial ou à distância.

O Sr. Porfírio Silva (PS): — Não foi isso que perguntei!

O Sr. Presidente: — Peço-lhe para concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Bebiana Cunha (PAN): — Portanto, vou reiterar ao Sr. Deputado Porfírio Silva que, de facto, é

importante fazer a análise macro, pelo que também lhe faço este apelo e espero que não o faça apenas ao PAN.

O Sr. Porfírio Silva (PS): — Não respondeu!

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, passamos à segunda declaração política de hoje, que cabe ao Sr.

Deputado José Luís Ferreira, de Os Verdes.

Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. José Luís Ferreira (PEV): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O ano de 2021 é o ano europeu

da ferrovia, um ano que, podemos dizê-lo, começou bem para a ferrovia, em Portugal.

A reativação do comboio operário de Guifões é um exemplo que, podendo parecer de pouca relevância, é,

no entanto, claramente indiciador de uma gestão do serviço ferroviário virada para um melhor funcionamento da

CP, reduzindo custos à empresa, não com cortes nos serviços, como era habitual, mas, pelo contrário,

melhorando as condições de laboração dos seus trabalhadores e a produtividade da empresa.

Medidas como esta, e outras, como a da alteração efetuada nos horários da Linha do Oeste, que, não sendo

ainda a desejável, veio alargar a oferta aos passageiros e melhorar a ligação entre Caldas da Rainha e Coimbra

e com a Linha do Norte, são, de facto, um bom início para o Ano Europeu do Transporte Ferroviário, na versão

portuguesa.

A estas acrescentamos as decisões tomadas durante o ano passado, como a reparação, nas oficinas da CP,

de 27 unidades, automotoras, carruagens e máquinas, agora repostas ao serviço.

Estes resultados mostram claramente que a fusão EMEF/CP (Empresa de Manutenção de Equipamento

Ferroviário/Comboios de Portugal) e a contratação de novos trabalhadores foram decisões fundamentais e

necessárias para as quais Os Verdes se orgulham de ter contribuído.

A recuperação deste material circulante, há anos parado nos estaleiros do Entroncamento, de Contumil, etc.,

é a prova de que tínhamos nas nossas empresas ferroviárias, conhecimento, mão de obra de qualidade e

trabalhadores empenhados, o que faltava mesmo eram decisões políticas acertadas.

Neste contexto, ganha particular destaque a elaboração do Plano Ferroviário Nacional, fruto da aprovação,

em sede de Orçamento do Estado, da proposta de Os Verdes.

O Plano Ferroviário Nacional é um instrumento estruturante para a definição de uma estratégia para a

mobilidade ferroviária ao serviço de um desenvolvimento harmonioso e equilibrado do País, que venha contribuir

para quebrar as assimetrias regionais e repovoar o interior, mas é um Plano que se quer também largamente

participado.

Falamos de medidas e decisões que vieram consolidar a esperança, emergida em 2017, com a primeira

reabertura de um serviço ferroviário encerrado pelo Governo PSD/CDS, o transporte diário de passageiros na

Linha do Leste e a reabertura, por essa via, de uma ligação internacional.

Esta viragem na política ferroviária, caso não haja nenhum descarrilamento pelo caminho, é sem dúvida o

prenúncio de uma nova era ferroviária, à qual Os Verdes deram um contributo inegável, com a persistência com

que trouxemos esta matéria para debate, durante mais de duas décadas, com a persistência com que puxámos

pelos comboios, travando numerosas lutas ao lado das populações e dos trabalhadores ferroviários, com as

propostas que apresentámos nesta Assembleia e pela firmeza que mantivemos na defesa da ferrovia, durante

as conversações que tivemos com o Governo.

Uma nova era que traduza uma mudança de paradigma, face a décadas de desmembramento da Rede

Ferroviária Nacional, com políticas que desativaram mais de 1000 km de linha férrea, encerraram largas

centenas de estações e de apeadeiros e inúmeros serviços fundamentais.