I SÉRIE — NÚMERO 37
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da Linha do Alentejo, da Linha do Douro, da requalificação, que ainda não avançou, da Linha do Oeste ou,
então, da variante de Santarém.
Temos também a questão das linhas internacionais, relativamente à qual o Governo continua a não dar
qualquer informação sobre quando vão voltar a funcionar, ao mesmo tempo que dezenas de trabalhadores estão
com o seu posto de trabalho em risco, neste momento.
Portanto, existem ainda muitas matérias que precisam de resposta rápida e é verdade que um plano nacional
ferroviário é um instrumento fundamental. Aliás, o Bloco de Esquerda, já desde 2011, pelo menos, apresenta
planos nacionais ferroviários e incita a esse debate, mas, infelizmente, têm sido rejeitados neste Parlamento.
O Sr. Presidente: — Tem de terminar, Sr.ª Deputada.
A Sr.ª Isabel Pires (BE): — A terminar, Sr. Presidente, pergunto ao Sr. Deputado José Luís Ferreira como é
que, do ponto de vista de Os Verdes, deve começar a ser discutido e executado este plano nacional ferroviário,
de forma a responder a todas estas situações.
O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Bebiana Cunha, do PAN.
A Sr.ª Bebiana Cunha (PAN): — Sr. Presidente, começo por cumprimentar o Sr. Deputado José Luís Ferreira
pelo tema que trouxe, essencialmente porque, num momento como o que vivemos, não podem ser esquecidos
estes investimentos.
A ferrovia é fundamental para um desenvolvimento sustentável do País, para o combate às assimetrias
regionais, para a coesão social, territorial e, de facto, não tem sido uma verdadeira opção, sabendo bem que
tem um papel fundamental na descarbonização no que diz respeito aos modos de mobilidade. Há, de facto,
ainda muito a dizer sobre a ferrovia, mas, acima de tudo, o importante é que o Governo concretize o plano
nacional, não basta que fale dele.
Gostaríamos de lhe perguntar especificamente sobre um tema que se prende com a modernização e
eletrificação da Linha do Alentejo, que, obviamente, consideramos fundamental para o desenvolvimento do País,
quer a nível da redução do transporte rodoviário de mercadorias, quer para a coesão territorial, numa região que
tem sido muito esquecida.
Para o PAN, deve ser dada prioridade à execução e requalificação do troço ferroviário Casa Branca-Beja,
deve ser incluído neste projeto de requalificação a construção de uma variante de ligação ao aeroporto, deve
ser garantida a eletrificação urgente do troço Beja-Funcheira, promovendo ligações para sul, deve ser garantida
a eletrificação da ligação de Ermidas do Sado à Funcheira e deve ser garantida uma oferta de comboios e de
horários que sejam atrativos e adequados às necessidade de mobilidade das populações do Alentejo e do
Algarve.
Gostaríamos, pois, de saber, Sr. Deputado, se o PEV concorda com as necessidades identificadas pelo PAN
e que prioridade devem ter.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para fazer o último pedido de esclarecimento ao Sr. Deputado José Luís
Ferreira, o Sr. Deputado João Gonçalves Pereira, do Grupo Parlamentar do CDS-PP.
O Sr. João Gonçalves Pereira (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, quero começar por
fazer um primeiro comentário à intervenção do Partido Socialista.
Diz o Partido Socialista, nesta Câmara, que o tema da ferrovia não tem sido discutido, começando por felicitar
Os Verdes por trazerem, ao Parlamento, precisamente o tema da ferrovia.
Sr. Deputado, há uma coisa em que até poderia concordar consigo: é que tem havido debate a mais e
execução a menos.
Protestos do Deputado do PS Hugo Oliveira.