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10 DE DEZEMBRO DE 2024

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Tabela 23 – Objetivos para os edifícios não residenciais face a 2018

Indicador 2030 2040 2050

Percentagem de poupança energia primária 7 % 15 % 28 %

Percentagem de energia renovável local 11 % 25 % 54 %

Percentagem de energia renovável total 78 % 87 % 97 %

Percentagem de redução emissões CO2 15 % 37 % 68 %

Área de edifícios renovada (m2) 64 155 772 122 577 719 233 687 788

Percentagem de edifícios renovados 27 % 52 % 100 %

Percentagem de redução horas desconforto N/A N/A N/A

Investimento médio ponderado (€2020/m2) 81 145 155

Poupança (€2020/m2) 137 240 447

Tabela 24 – Objetivos para o parque de edifícios total face a 2018

Indicador 2030 2040 2050

Percentagem de poupança energia primária 11 % 27 % 34 %

Percentagem de energia renovável local 11 % 30 % 63 %

Percentagem de energia renovável total 68 % 75 % 98 %

Percentagem de redução emissões CO2 15 % 47 % 77 %

Área de edifícios renovada (m2) 363 680 501 635 637 685 747 953 071

Percentagem de edifícios renovados 69 % 99 % 100 %

Percentagem de redução horas desconforto 26 % 34 % 56 %

Investimento médio ponderado (€2020/m2) 82 164 256

Poupança (€2020/m2) 89 192 283

Os resultados das simulações e da implementação dos pacotes de medidas mencionados sugerem uma

poupança cumulativa de energia primária de 40 % nos edifícios residenciais até 2050 e de 28 % nos edifícios

não residenciais, totalizando 34 % no que se refere ao parque total de edifícios existentes à data.

O setor residencial apresenta potencial para alcançar poupanças significativas essencialmente devido à

substituição dos sistemas de aquecimento ambiente e AQS por sistemas mais eficientes (ex.: solar térmico,

bombas de calor ou geotermia superficial) e pela redução das necessidades por via da atuação na envolvente.

Já no setor não residencial as poupanças são mais reduzidas uma vez que os equipamentos existentes

(maioritariamente bombas de calor e chillers) são já minimamente eficientes e, portanto, a sua substituição por

equipamentos novos apresenta uma melhoria mais reduzida.

Já no que diz respeito à adoção de sistemas de produção de energia renovável local, são os painéis solares

fotovoltaicos nos edifícios não residenciais que assumem maior destaque e sobre os quais esta medida é

bastante apelativa (tanto em termos do potencial de redução das emissões de CO2, como em termos da relação

entre o investimento e a poupança gerada). Neste indicador específico, foi estimado que, até 2050, cerca de

63 % do consumo de energia do parque total de edifícios existentes seja produzido localmente com recurso a

painéis solares fotovoltaicos (com recurso a baterias) para suprir o consumo elétrico, ou por painéis solares

térmicos e sistemas a biomassa para suprir o consumo com AQS.

Com uma forte eletrificação dos sistemas prevista até 2040, a eletricidade que não for produzida localmente

é expetável de origem quase exclusivamente renovável na fonte (considerando entre 90 % a 95 % de penetração

de energias renováveis na fonte até 2050). Uma vez que o modelo de simulação considerou que 100 % do

parque de edifícios existentes em 2018 seria reabilitado até 2050 (ainda que implementados diversos pacotes