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II SÉRIE-B —NÚMERO 12

dadè em 21 de Janeirode 1997: Quanto ao apoio que a CMP dá ao teatro, situa-se em quatro áreas: sensibilização à prática teatral (com pagamento de monitores em escolas e associações); apoio- ao ensino profissional (através da ajuda financeira às duas escolas existentes); formação de novos públicos, com distribuição de bilhetes por camadas geralmente sem acesso aos espectáculos teatrais; compra sistemática de espectáculos dos grupos profissionais do Porto, cujo número tem crescido (de 1 para 18) nos últimos 7 anos.

13 de Fevereiro de 1997. — O Director Municipal de Serviços Administrativos, Raul Matos Fernandes.

ANEXO

CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

Pelouro de Animação da Cidade

Proposta de apoio excepcional ao Teatro Experimental do Porto para o ano de 1997

.1 — O Teatro Experimental do Porto foi, com António Pedro, o mais importante grupo de teatro a nível nacional. Na sua pequena sala, cada ano, entre cinco e sete espectáculos subiam à cena, e chegou a ter 6000 sócios.

Eram, obviamente, outros tempos, mas o Teatro Experimental do Porto ficará sempre indissociavelmente ligado à história cultural do Porto, como uma pedrada no charco, uma afirmação de participação activa da cidade num projecto de valor artístico assinalável, de um momento único de descoberta de actores e técnicos.

2 — Este passado implica que o Teatro Experimental do Porto já não pode desaparecer. Porque o seu espólio (que em breve será, como temos vindo a solicitar há anos, depositado na Câmara Municipal do Porto; para que não se perca e seja devidamente tratado) e osseus anos de ouro estarão sempre vivos na história do teatro português.

Mas, além disso, o Teatro Experimental do Porto não morrerá porque foi dele que nasceram quase todos os grupos que apareceram e (muitos) se mantêm na cidade do Porto, desde o Seiva Trupe ao recente Contracena e ao novíssimo. Aramá.

O espírito inovador de António Pedro, quer na leitura dos clássicos, quer na revelação de textos contemporâneos, está hoje bem vivo na cidade, onde um número recorde de grupos trabalha e cria os seus próprios públicos.

3 — Após a saída do pequeno Teatro António Pedro, o Teatro Experimental do Porto passou por um grande número de crises.

Comparando a estrutura do Teatro Experimental do Porto com a dos outros grupos da cidade, vemos que é a única companhia gerida por uma associação cujos elementos são, maioritariamente, personalidades de grande dedicação e voluntarismo, mas que, como é óbvio, não dependem da actividade teatral da companhia para viver. Assim, os profissionais não têm nas mãos, ao contrário do que acontece com os outros grupos, a capacidade e responsabilidade de gerir o seu próprio trabalho. Esta questão, aliás muito debatida por muitos dos que passaram pelos corpos sociais do Círculo de Cultura Teatral, parece indicar uma inadequação da estrutura à situação actual.

Outra causa da instabilidade do Teatro Experimental do Porto tem sido, sem dúvida, a inexistência de espaço próprio.

Após a saída do Teatro António Pedro, o Teatro Experimental do Porto não conseguiu aplicar a indemnização a que teve direito na substituição daquele teatro de bolso por outro. A solução precária da ex-Escola Académica acabou por ser destruída pelo fogo, e nenhuma das hipóteses levantadas (Fenianos, Espaço da Fundação Engenheiro António de Almeida, Estúdio 400, na Foz) foi avante, por razões diversas, que o Teatro Experimental do Porto não pôde superar.

4 — Entretanto, durante todos estes anos, o panorama teatral da cidade mudou. Com a criação de duas escolas profissionais, o início do apoio sistemático municipal aos grupos do Porto e o esforço global dos profissionais, podemos afirmar que há um progresso nítido, apesar da enorme diversificação da oferta noutras áreas, da mudança dos espaços e hábitos de convívio e da utilização dos tempos livres em actividades ligadas aos audiovisusais e novas tecnologias de utilização caseira

Mesmo assim, nos últimos seis anos, apareceram no Porto, devido à dinâmica e iniciativa dos grupos promotores, que conseguiram conjugar financiamentos próprios e de algumas instituições públicas e privadas, espaços teatrais como o Teatro de Belmonte, o Teatro de Vilarinha, o Ballet Teatro, o Teatro-Estudio de Massarelos, a Sala Teatro Latino. Acrescentamos a estes «espaços de companhia» o Teatro Nacional de São João, que nas suas produções inclui sempre actores do Porto, e o Teatro do Campo Alegre, cuja génese está ligada à persistência do Seiva Trupe.

E grupos que não têm espaço próprio têm feito o seu trabalho em espaços informais como o Rivoli Vazio, a Capela de Carlos Alberto, o Jardim do Palácio, a Fábrica Harmonia, a Alfândega, Salas na Zona Histórica, o Clube Fenianos, o Ateneu, pátios de bairros e outros espaços públicos.

Foi também a pensar neles que no Rivoli há uma sala--estúdio e uma sala de produção.

5 — Comparando o apoio estatal concedido ao teatro no Porto (excluindo os investimentos, inclusive o de São João) nos últimos três anos, verifica-se a seguinte evolução, com sentido positivo:

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Companhia convcncionada. > Apoio bianual, Apoio anual. Apoio pontual.