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22 DE FEVEREIRO DE 1997

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Todos estes grupos têm sido apoiados pela Câmara Municipal do Porto, inclusive nas suas primeiras apresentações, factor que também se reflecte no aumento de 6 para 13 (entre 1996 e 1997) dos grupos apoiados pela Secretaria de Estado da Cultura.

6 — Perante esta situação, podem levantar-se todo o tipo

de questões, desde a viabilidade do Teatro Experimental do Porto com a estrutura actual (ligada ao Círculo de Cultura Teatral) até ao pressuposto de que, com casa própria e com o apoio necessário, o Teatro Experimental do Porto está em condições de, em confronto com todos os outros grupos do

Porto, encontrar um projecto próprio e artisticamente válido e voltar a ter a forte ligação à cidade de que já desfrutou.

Na altura em que corria o abaixo-assinado de apoio ao Teatro Experimental do Porto, propus ao seu director que, em vez de assinaturas, fosse pedido um voto de confiança no projecto e actividade futura do Teatro Experimental do Porto, consubstanciado na compra antecipada de bilhetes para os três espectáculos que se poderão ainda apresentar no corrente ano.

Mais do que a verba assim conseguida (que não é de desprezar), o Teatro Experimental do Porto provaria que tem um público que aposta no seu futuro.

7 — Para iniciar esta nova forma de funcionamento do Teatro Experimental do Porto, propõe-se que a Câmara Municipal do Porto dê o exemplo, decidindo desde já, a título excepcional, as seguintes formas de apoio:

a) A cedência gratuita do auditório da Casa D. Hugo para a apresentação de um dos espectáculos a montar este ano;

b) A entrega antecipada de um valor superior aos dos bilhetes que a Câmara Municipal do Porto compraria ao longo do ano, através de um subsídio de 4500 contos (rubrica 05.03.02.11);

c) A atribuição de um subsídio para equipamento, de 5000 contos, justificados pelas sucessivas mudanças de espaço (rubrica 10.03.02.01).

Estes apoios ficam dependentes da iniciativa e capacidade mobilizadora, para prosseguir esta campanha, dos dirigentes do Círculo de Cultura Teatral, bem como da posição que os profissionais da companhia venham a tomar.

Paços do Concelho do Porto, 20 de Janeiro de 1997.— A Vereadora do Pelouro de Animação da Cidade, Manuela Melo.

A Divisão de Redacção e Apoio Audiovisual.