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22 DE MARÇO DE 1997

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possibilidades de encontrar formas de incentivo e de financiamento, quer através de programas especiais de apoio no âmbito da Iniciativa Mosaico e do Acordo de Cooperação Cultura/Indústria, quer através de acordos de parceria com editores internacionais que representem a vantagem adicional de integração dos nossos produtos nos circuitos culturais internacionais.

A edição nos novos suportes deverá eleger projectos abrangentes com temáticas que integrem diversos acervos e colecções de várias instituições, ou mesmo colecções e peças pertencentes a colecções internacionais, estabelecendo a ligação entre colecções de diversos museus, o património arquitectónico e acervos de bibliotecas e arquivos, criando itinerários culturais.

3.4 — Criação artística. — Na consideração do apoio a projectos a todos os níveis deverá ser dada especial ênfase à presença de uma visão integradora que transmita aos conteúdos culturais uma coerência só possível com a presença do chamado «autor multimédia», função autónoma da gestão de projecto ou da edição.

Neste contexto deverá ser particularmente incentivada a formação e apoio à emergência de autores que possam de alguma forma fazer transitar as competências adquiridas para os projectos desenvolvidos no seio da relação entre as entidades culturais e a indústria multimédia.

Na criação artística contemporânea das mais diversas áreas, das artes plásticas ao teatro, à dança, vídeo e cinema, deverá ser dado particular apoio aos que façam uso das novas tecnologias de forma inovadora e relevante para a dita produção artística.

É preciso dar especial destaque à importância hoje universalmente reconhecida na procura e desenvolvimento de formas culturalmente determinadas de endogeneização tecnológica.

Cabe sobretudo aos artistas procurar as formas particularmente portuguesas de expressão no contexto da nova sociedade de informação, fazendo uso das novas, tecnologias. Serão eles os verdadeiros agentes inteligentes, lançando as bases do futuro,

A Iniciativa Mosaico deverá apoiar a criação artística fazendo uso das novas tecnologias, assim como formas diversificadas de estabelecimentos de canais de comunicação entre as comunidades artística e tecnológica, quer a nível nacional quer a nível internacional, usando nomeadamente os instrumentos acima apontados.

Em conclusão:

Para uma participação das instituições culturais na construção da sociedade de informação é necessário pensar na criação de infra-estruturas de rede, sem as quais não é possível colher os benefícios da flexibilidade de acesso à informação, e, por outro lado, assegurar a implementação de práticas de criação de informação em rede, em CD--Rom, na Internet, etc, dessa forma contribuindo inegavelmente para uma ampla divulgação do património cultural português.

Se o primeiro vector implica um processo de remodela-

- ção interna — com a natural adaptação dos serviços aos novos procedimentos de gestão cultural e modos de divulgação do património cultural—, o segundo, tendo como pressupostos a criação e concepção de produtos, situa-se numa área em que a cooperação com produtores e utilizadores da informação é imprescindível.

Para a prossecução dos objectivos referidos será funda-

. mental criar e formar equipas pluridisciplinares e um corpo de investigação que permita a continuidade e o aumento do ritmo de digitalização do património cultural, a

concretização de programas de edição para a divulgação do seu património cultural, tornando a cultura mais acessível ao cidadão, e promover o desenvolvimento de uma indústria multimédia portuguesa com conteúdos culturais.

Iniciativa Mosaico, 27 de Novembro de 1996.

Linhas estratégicas de orientação I — Uma visão estratégica

O presente documento corporiza um conjunto de acções que decorrem dos objectivos fundamentais definidos para a Iniciativa Mosaico e do trabalho de reflexão entretanto levado a cabo

A Iniciativa Mosaico nasceu no quadro do Gabinete do Ministro da Cultura para dar cumprimento a dois objectivos principais: melhorar o acesso do cidadão à cultura e contribuir para o desenvolvimento de uma indústria multimédia portuguesa com conteúdos culturais.

Tendo em vista estes objectivos, foram lançadas duas iniciativas de reflexão, no sentido de contribuir para um enquadramento estratégico das acções a empreender. Desse trabalho resultaram dois documentos:

O Relatório Mosaico, produzido na sequência do Acordo de Cooperação Cultura/Indústria, que reuniu cerca de 100 subscritores, procura lançar as bases de uma visão estratégica comum entre cultura e indústria. Nesta perspectiva foi feita uma avaliação da situação existente, em termos de mercados, tecnologias e conteúdos, no sentido de equacionar uma linha de actuação que seja consistente com o desenvolvimento de uma indústria de conteúdos competitiva no quadro da sociedade de informação; e

Uma Reflexão Estratégica sobre o Impacte da Sociedade de Informação na Actividade dos Serviços Dependentes do Ministério da Cultura Este documento procura traçar o retrato da situação actual no tocante à integração das instituições culturais na sociedade de informação e definir algumas linhas estratégicas de orientação para o desenvolvimento de uma rede de cooperação entre as instituições culturais na dependência do Ministério da Cultura e as empresas da indústria multimédia.

Estes documentos configuram, no essencial, a filosofia de actuação que deve presidir às iniciativas levadas a cabo no âmbito da Iniciativa Mosaico.

II — Enquadramento

Com base na reflexão desenvolvida, e tendo em vista os objectivos essenciais de, por um lado, melhorar o acesso dos cidadãos à cultura-e, por outro, contribuir para o desenvolvimento de uma indústria de conteúdos, é hoje possível considerar a existência de três eixos fundamentais e enquadradores das acções a empreender:

Um eixo centrado na digitalização do património; Um eixo dedicado ao estímulo das actividades criativas e de apoio a iniciativas de divulgação; Um eixo vocacionado para os incentivos ao mercado e o apoio à produção.