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16 | II Série C - Número: 028 | 3 de Fevereiro de 2007

Esta cooperativa tem 25 associados, com uma área de produção de 226 ha, incluída nos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Porto Mós e Caldas da Rainha. Dispõe de uma capacidade de recepção de 6.500 ton., tem instalada uma boa capacidade de frio e apresenta como mais-valia uma indústria instalada para a produção de sumos, aproveitando as maçãs de menor qualidade.
Mais uma vez se pode constatar a forma cuidada como todos os passos são dados visando a qualidade do produto final. Nesta unidade procede-se, inclusive, à embalagem do produto, saindo directamente para as prateleiras dos espaços comerciais já devidamente etiquetada.
A unidade industrial de produção de sumos representa um aproveitamento quase total da produção, dado que o produto de menor qualidade é aproveitado para sumo e não para refugo.
Por volta das 13h teve lugar o almoço, nas instalações da cooperativa, oferecido pela Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça.
Não podemos deixar de relevar o facto de durante todo o programa da visita termos tido a companhia do Sr. Governador Civil, do Sr. Presidente da Câmara de Alcobaça (apenas não esteve presente no jantar, tendose feito representar), de elementos das juntas de freguesia, de produtores e respectivas associações, facto que ilustra certamente a importância que a maçã representa para esta região.

Bravo de Esmolfe

Cerca das 16h teve início a visita à Cooperativa Agrícola de Mangualde — Estação Fruteira de Alcafache.
Os dirigentes da cooperativa fizeram uma apresentação breve apresentação (ver Anexo 2). (a) Fundada em 1951, estende a sua influência por 19 concelhos na região da Beira Alta, tendo 196 associados.
A cooperativa tem por objectivo principal a conservação e comercialização de produtos frutícolas.
Como organização de produtores, a cooperativa tem as seguintes finalidades: assegurar a programação da produção e adaptação à procura, promover a concentração da oferta e a colocação no mercado da produção dos associados, reduzir os custos e regularizar os preços na produção, promover práticas de cultivo e técnicas de produção e de gestão dos resíduos respeitadores do ambiente, nomeadamente para proteger a qualidade das águas do solo e da paisagem para preservar e fomentar a biodiversidade.
A cooperativa dispõe de técnicos destinados a dar apoio aos associados no campo, nomeadamente na constante renovação dos pomares e consequente modernização e na adopção de práticas de protecção e produção integradas.
Os produtos comercializados pela cooperativa são a maçã das seguintes variedades (golden e mutações, red delicious, galas e mutações, reineta parda, fuji e mutações e bravo de esmolfe) e a pêra das seguintes variedades (rocha, precoce moretini e tosca).
A cooperativa dispõe de 19 000 m
2 de área coberta, sala de embalamento, calibradora em água, 16 câmaras frigoríficas com capacidade de 5100 to de frio e dispõe de uma loja de venda ao público.
No final da apresentação teve lugar um pequeno debate, onde foram relevados aspectos positivos que têm contribuído para o desenvolvimento da fileira e também foram referenciados alguns dos constrangimentos que ainda o afectam.
A aposta na qualidade foi permanentemente sublinhada, havendo já implementada na cooperativa a política de diferenciação de pagamento ao produtor em razão da qualidade do produto. Foi, inclusive, abordada a hipótese da implementação de um subsídio em função da qualidade e da produtividade (por vezes quem tem 7 ou 8 ha produz menos do que quem tem 2 ou 3 ha), a questão da riqueza das variedades autóctones (a investigação aponta no sentido de algumas variedades serem mais ricas que a bravo de esmolfe). Daí a necessidade referida para elaboração de legislação que impulsione o património genético de cada região, sendo indispensável a continuação e o reforço da cooperação entre as organizações de produtores e as universidades, incentivando a inovação e visando o desenvolvimento da qualidade e da competitividade do sector.
Ao longo das intervenções foram também referenciados alguns constrangimentos que preocupam o sector.
Assim, questões como a electricidade verde (cujo subsídio foi se encontra suspenso), o seguro de colheita que carece ser revisto, a alteração ao Código Cooperativo no que concerne à tipologia de voto, a questão do mercado da terra, que se reveste de uma enorme importância (há jovens produtores interessados em investir no sector, mas é extremamente difícil encontrar terra disponível) e a necessidade de reforço de apoio técnico aos produtores (perguntou-se onde param as centenas de técnicos saídos das universidades).
Após o debate os Srs. Deputados foram acompanhados numa visita guiada às instalações da cooperativa.
No final da visita o Sr. Presidente da Subcomissão agradeceu a recepção proporcionada e salientou alguns aspectos que resultaram do pequeno debate realizado.
A aposta na inovação visando a qualidade do produto e o aumento da produtividade são instrumentos fundamentais que referenciamos com agradado (temos que nos aproximar dos índices de produtividade alcançados noutros países). Quando resolvemos fazer a visita à fileira da maçã tínhamos como objectivo ver as coisas positivas que estão a ser feitas e hoje aqui foi-nos dado a ver o muito do positivo que está a ser feito.
Tínhamos também como objectivo detectar alguns constrangimentos e em conjunto com as entidades