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20 | II Série C - Número: 038 | 10 de Março de 2007

Realçou, de seguida, a existência, na contemporaneidade, de movimentos que reiteradamente negam ou desvalorizam a existência do Holocausto, salientando a posição do Sr. Ahmadinejad, Presidente do Irão.
Deste modo, informou que a European Coalition for Israel tem procurado chamar a atenção para esta situação e, com vista a operacionalizar os objectivos a que se propõe, elaborou um DVD (Learning from History) e construiu uma página na Internet (http://www.learnfromhistory.eu/),de modo a alertar consciências e contribuir para o não esquecimento do Holocausto.
Por fim, indicou algumas prioridades que considera importantes neste contexto e que passam pela Presidência Portuguesa da União Europeia e o papel que Portugal poderá desempenhar em relação a toda esta temática. Assim, mencionou a relevância que atribuem à necessidade do Hamas terminar a violência e reconhecer o Estado de Israel, à continuação do exercício das sanções levadas a cabo contra o regime iraniano (e, eventualmente, o reforço das mesmas), ao incremento das medidas de apoio à oposição do regime iraniano e, finalmente, à exigência para ser facultada aos três soldados israelitas raptados pelo Hezbollah a possibilidade de serem visitados pela Cruz Vermelha Internacional, com vista a assegurar, no imediato, o cumprimento das Convenções de Genebra.
Posteriormente, o Sr. Helmut W. Specht informou que a European Coalition for Israel tem visitado todos os países responsáveis pelo exercício da Presidência da União Europeia, com o objectivo de revelar aos representantes políticos as actividades da European Coalition for Israel e, deste modo, alertar para a parcialidade na abordagem por parte da comunicação social (que influenciaria, segundo o Sr. Specht, alguns actores internacionais e alguns sectores da comunidade internacional) do relacionamento entre o Estado de Israel e a Autoridade Palestiniana e os seus cidadãos.
Considerou ainda necessário relembrar à comunidade internacional e aos representantes políticos que os judeus continuam, ainda hoje, a ser discriminados sem causa aparente.
Da minha parte, comecei por agradecer a visita da delegação da European Coalition for Israel à Assembleia da República, realçando a importância que o Grupo Parlamentar de Portugal-Israel atribui ao aprofundamento do relacionamento institucional com as instituições que, directa ou indirectamente, se preocupam com as temáticas relacionadas, de um modo geral, com o Médio Oriente e, especificamente, com Israel. A este título, referi a recente visita da European Friends of Israel à Assembleia da República e o encontro com o Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel.
De seguida, mencionei, em traços gerais, os principais objectivos do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel, que passam pelo reforço dos laços de amizade com a comunidade israelita em Portugal, o estreitamente dos contactos institucionais com a Embaixada de Israel em Lisboa e, também, o aprofundamento das relações com o Grupo Parlamentar de Amizade Israel-Portugal. Neste contexto, referi o convite formulado pelo Grupo Parlamentar de Amizade Israel-Portugal ao Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel para visitar o Knesset, ainda este ano.
Disse, ainda, que todos os membros deste Grupo Parlamentar de Amizade reconhecem o direito do Estado de Israel a existir, apesar de, por vezes, a mensagem veiculada pelos órgãos de comunicação social, nacionais e internacionais, representar uma abordagem parcial do conflito israelo-palestiniano, o que dificulta o exercício das instituições que velam por uma maior transparência e imparcialidade na abordagem desta matéria.
Salientei também a importância de continuar os esforços com vista a não ser esquecida a existência do Holocausto e a importância que assume o dia 27 de Janeiro, como «Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto». A este título, mencionei a minha presença na Sinagoga de Lisboa, no passado dia 27 de Janeiro, para participar nas cerimónias comemorativas.
Realcei, de seguida, a integração da comunidade israelita na sociedade portuguesa, tal como é verificável em relação a outras comunidades, maxime a comunidade islâmica, por oposição ao que se passa nalguns países da União Europeia.
Destaquei o facto de os governos portugueses terem tido, de um modo geral, sempre boas relações com o Estado de Israel, reiterando a atenção dispendida pelos actuais Srs. Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros em relação à complexa questão do conflito israelo-palestiniano, procurando, acima de tudo, uma solução pacífica para esta questão. Neste âmbito, relembrei os esforços de Portugal para concretizar o envio de tropas portuguesas para o Líbano.
Concluí, reforçando a vontade do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel em dinamizar estes encontros, estando a ser equacionada a possibilidade de se realizar uma iniciativa, durante o exercício da Presidência da União Europeia por Portugal, que reúna a European Coalition for Israel, a European Friends of Israel e algumas individualidades portuguesas.

Palácio de São Bento, 28 de Fevereiro de 2007.
O Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Israel, João Rebelo.

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