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II SÉRIE-D — NÚMERO 16

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da NATO, tendo presente a atual situação de crise financeira que se vive na Europa. Por fim, como estavam a

União Europeia e a NATO a lidar com os problemas da cibersegurança e da ciberdefesa.

Sessão III

 Prioridades e Desafios da Política Externa e de Segurança Comum

Esta sessão, que teve lugar na manhã do dia 6 de março, contou com a intervenção de

Federica Mogherini, Vice-Presidente da Comissão e Alta Representante para a Política Externa e

Segurança.

Federica Mogherini começou a sua intervenção referindo a importância da cooperação com os

Parlamentos nacionais e a respetiva partilha de visões, e dando conta de que nesse mesmo dia se iria realizar

uma reunião informal de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Riga, na qual seriam

abordados os seguintes temas: Ucrânia, Líbia; Preparação da Cimeira de Riga; Revisão da Política Europeia

de Vizinhança e Revisão da Estratégia Europeia de Segurança.

Relativamente à Ucrânia, apresentou o calendário próximo que assenta na preparação de um documento a

ser apreciado na próxima reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. Esse

documento visa estabelecer uma estratégia relativamente à Ucrânia tendo por base os Acordos de Minsk. A

estratégia deverá assentar em três níveis:

1) No quadro dos Acordos de Minsk:

 Apoio concreto aos diferentes pontos dos Acordos de Minsk através de diálogos a três (UE, Ucrânia e

Rússia), com especial ênfase para as questões energéticas (cooperação com o Vice-Presidente Sefcovic) e

questões comerciais (Acordos de Associação);

 Acompanhar a implementação dos Acordos de Minsk – considerou que o cessar-fogo não é perfeito,

mas é um passo importante; de igual modo referiu a necessidade de apoiar as forças no terreno,

designadamente o apoio técnico à força da OSCE;

 Apoio humanitário não apenas diretamente, mas também apoiando as organizações no terreno,

nomeadamente, a Cruz Vermelha;

 Apoiar a implementação dos Acordos de Associação, designadamente, apoiar as agendas reformistas e

a respetiva implementação.

2) Elemento de pressão:

 Manutenção das sanções, que não serão levantadas e que podem ser reforçadas – considerou, no

entanto, que deve ser dado um tempo para avaliar da necessidade de mais sanções e que se deve primeiro

olhar para os primeiros passos positivos já conseguidas.

3) Relações com a Rússia no futuro:

 É tempo de começar a pensar em como serão desenvolvidas as relações com a Rússia a médio prazo;

 Considerou que não se deve voltar a uma lógica da década de 50 e que, por isso, é claro que a União

Europeia não vai iniciar um conflito com a Rússia. Nem vai iniciar conflitos com nenhum dos seus vizinhos.

 Acrescentou que mesmo que na Rússia alguém prepare uma armadilha para levar a União Europeia ao

confronto, “não podemos e não iremos cair nessa armadilha”. A Rússia tem de perceber também que a União

não os vai confrontar.

 A União Europeia quer trabalhar com os Russos e não pode correr o risco de perder uma nova geração

de jovens russos. É urgente estabelecer pontes. É fundamental criar condições para que os jovens russos não

cresçam sem uma perspetiva de aproximação à Europa.

No seguimento da referência à situação na Ucrânia e na Rússia, fez uma breve referência ao homicídio de