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dê 13 rfe Maio de 1920

lagelo terrível, pois, de contrário, dentro em pouco tempo não haverá na Biblioteca Nacional uni único livro que não esteja no estado daquele que eu fui lá buscar e que acabei de apresentar à Câmara, Visto que os livros, quão do não amontoados, estão muito juntos às paredes, devido aos corredores serem muito estreitos ó não haver espaço para mais nem para melhor.

Sr. Presidente, não me move o intuito de fazer uma dissertação erudita sobre o. assunto, mostrando-lhes estes objectos, inas sim Única e simplesmente tive a intenção de assim lhes mostrar o estado em que se encontram, muitos dos exemplares existentes na Biblioteca, Nacional.

O Sr. Brito Camacho disse que se podia fazer o descongestionamento da Bi-blibteóa.

fcu estou plenamente dê acordo com esse princípio, tratando-se de qualquer biblioteca vulgar.

A Biblioteca Nacional não pode nem se deve dividir nem mesmo convirá aliviá-la de certos volumes de instituições embora caducas já pertencentes à História, repositórios inapreciáveis duma moral diversa da nossai

É erro supor que, no caso de se perderem, não fazem falta.

O Sr. Brito Camatho í— Eu não disso isso»

Diversos apartes.

O Orador: — Há outro flagelo que ataca muito -as nossas bibliotecas, satí os ladrões de ôstampas.

Roubam-nas e depois vôm cá para fora Vônde-lás por 10j 20 ou 30$. '

Estes âãô uns inimigos muito perigosos 'e diílceis de Corrigir-.

Só a instrução fâ â ilustração podem vir à evitá-los -.

É preciso atingir-se um estado mental que esta sociedade infelizmeftto não temi

Há ainda um outro flagelo muito mais perigoso ; que reside noa próprios ratonei-ros de casa, um gravame, um flagelo de todas as foiblióteeliiA nos povos Umizauus;

Também a falta do publicações novas ó muito grande, pois que apesar da Con-v^ncHo de Berne, não yo cumpro n, lei que j maneia Otí auíorut; o o,dií.';;\-u onviamm

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lisam as permutas e transacções da convenção internacional.

Ainda um outro inimigo há no livro moderno: é a pasta de madeira empregada no fabrico do papel.

Este papel é para os animáculos destruidores mais uma condição de vidal

AS sessenta e sete espécies, haverá para o futuro a adicionar o gorgulho da madeira, que muito bem se dá com o papel moderno.

Felizmente os novos ricos, que os.há em Portugal como lá fora, e bem tenho eu pensado que para alguma cousa eles haviam de servir na sociedade actual, concorrem um pouco sem saber e sem querer, para o salvamento do livro.

i Avaliam-no pelo volume, pela capa e pelo peso l

l Entram numa livraria e pedem um livro pela capa, para o oferecerem â ttma dama por exemplo!

Não se importa o novo'rico pagar seja quanto for..

Mas a pasta de madeira começa a faltar, tanto os Estados Unidos abusaram dela para o fabrico. • . •

Trata se dfe corrigir esta falta, introduzindo no papel kaoíino, talco ô outras matérias minerais.

4V: Ex;as não conhecem a notável edição dóâ LwziadaS) feita por ocasião do tri-centenário da descoberta do Brasil?

jPeza quási meia arroba, um só volume !

O novo-rieo, ao vê-lo, diz: j Este sim que peza na mão!

O metal como sabem é inimigo dos insectos.

Ele foge do metal.

O projecto do Sr. Ministro da Instrução, embora se aprove como espero-, precisa na especialidade ser modificado de forma â condizei" com os fins a que se destina.

Uma parte do empréstimo a contrair deve ser destinada ao salvamento imediato das preciosidades em risco.

^Como só faz isto?

,[ComG se salvam livros ameaçados?

Por moio do fumigações e de vários outros processos que a sctóncia moderna preconiza.