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Diário da Câmara dos Deputados

irremediável". O que não tem remédio, remediado está. Não foi por minha culpa.; quis fazer um contrato secreto, quis fazer uma discussão secreta, quis tratar o caso em comissão, chamando a ela os leaders de todos os partidos para lhes expor lealmente a situação e os perigos que . adviriam para o País; fui eu o único, tenho orgulho de o dizer, que quis a política secreta neste caso.

V. Ex.% com os homens da política clara e aberta, foram os homens de poli-tiquice, mas não me atacaram como ou ataquei n porá V. Ex.a, mostrando os perigos d.i ;:iia obra.

Podem aprovar o projecto em discussão, pode uma maioria querer aprová-lo, mas o que não conseguirão ó que elo se cumpra porque vai de encontro à legislação brasileira.

Sr. Presidente: eis o que, nesta primeira parle das minhas considerações, tinha a dizer, terminando por requerer que este projecto seja retirado da discussão.

Tenho dito.

O Sr. Ministro das Finanças (António Maria da Silva) : — Sr. Presidente : o ilustre Deputado Sr. Cunha Leal rememorou a \T. Ex.'" o à Câmara a discussão havida ao tempo em que S. Ex.a sobraçava a pasta das Finanças sobre a questão da Agência Financial no Brasil. Falou S. Ex.a em ataques que não fiz; não mo acusa a consciência, e isso está na memória de todos, que. a propósito ou despropósito da Agência Financial no Brasil, dirigisse qualquer ataque a S. Ex.a, sendo simplesmente aquilo que vou responder em nome do meu partido.

Fiz, Sr. Presidente, várias considerações sobre o caso em discussão, tendo sido apresentada então uma moção, que . foi aprovada, senão por unanimidade, por uma grande maioria de votos, o, caso interessante, Sr. Presidente, foi o Sr. Ministro das Finanças de então, que era o Sr. Cunha Leal, que a a aprovou igualmente, bem como todos os seus colegas.

Assim, Sr. Presidente, eu direi que, nessa altura, ela deixou de ser uma moção apresentada pelo meu partido, para o ser da Câmara, a qual lhe deu o seu voto inteiramente de conformidade com a doutrina nela expendida.

Apenas, Sr. Presidente, ms recordo agora; o Sr. Ferreira da Roaia assinou o parecer com declaração- de voto, e isto por não ter concordado com o ponto de vista seguido pelo Partido Liberal, e mar nifestado nesta Câmara pelo Si1. António Granjo.

S. Ex.a, assim, aproveitou essa ocasião para manifestar o seu desacordo sobre o assunto.

O Sr. Ferreira da Rocha:—Já o tinha manifestado antes dessa ocasião.

O Orador: — O que ó um facto ó que aproveitou essa ocasião para novamente manifestar a sua opinião.

Eu, Sr. Presidente, de\'o di/.er agora, como então o disse, isto ó, que o País se havia de administrar e que andaria, desde que os portugueses o quisessem, e muito principalmente o Pudor Legislativo, trabalhando com toda a atenção sobre assuntos desta natureza.

Dosta forma, Sr. Presidente, estou convencido de que dentro em breve se poderia ter modificado e, por ccmpleto, a acção económica e financeira do País,

Porém, o que eu considero um erro, Sr. Presidente, e um grande erro, é que no Congresso da República só pronunciassem palavras como então S3 pronunciaram .

O Sr. Cunha Leal:—Isso são cantigas, Sr. Ministro dns Finanças.

V. Ex.a o que deve é responder con-cretamonte às preguntas que lhe fiz sobre o assunto, pois má política é aquela que V. Ex.a está fazendo.

O Orador:—Eu, Sr. Presidente, ouvi com a máxima atenção as considerações que S. Ex.a fez sobre o assumo, sem o interromper.

O que era preciso era empregar palavras que não desprestigiassem o Parlamento, e ou sou estruturalmente parlamentar, e disso ninguém pode duvidar, nem V. Ex.a o pode contestar.