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Diário das Sessões do Senado

resultava dessa plantação era incalculável.

Ora, como V. Ex.as vêem, as árvores são cedidas, gratuitamente, e a plantação geralmente é feita, nas estradas principalmente, pelos cantoneiros ou pelos empregados das câmaras.

E eu posso citar um exemplo desses: é o da câmara da minha terra que está arborizando, agora algumas estradas do concelho e que não tem feito- grandes despesas na plantação.'

Mesmo se fosse preciso pessoal técnico, alguns capatazes e práticos agrícolas habilitados para fazerem ês-ses serviços, eles seriam requisitados ao Ministério da Agricultura, com una pequeno dispêndio.

É preciso tratar aqui doutro assunto para fazer justiça aos meus ilustres colegas.

Em todos os estabelecimentos agrícolas se podem escolher as variedades de árvores destinadas às diferentes regiões.

Os agrónomos nas estações agrárias, nos postos agrários, etc., têm obrigação pelo projecto de estabelecer viveiros das espécies mais adaptáveis às regiões, e nestas condições as entidades respectivas não têm mais do que requisitar a esses técnicos essas espécies que são as mais próprias para a região atravessada por essas vias de comunicação.

Não queremos demonstrar que todos os técnicos são incompetentes.

São estas as considerações que tenho a fazer na gneralidade e em resposta ao meu ilustre colega Sr. Ferraz Chaves.

O Sr. D. Tomás de Vilhena: —Dou o meu voto na generalidade ao projecto por que entendo que devemos animar toda e qualquer restauração da arborização do País.

A falta de arvoredo traz consequências que não é preciso esplanar.

Muita árvore tenho plantado, e tenho a consolação de o tor feito, mas a plantação de uma árvore não é cousa que se possa fazer com fantasia.

É preciso técnica para a escolha do terreno, técnica sobre a maneira de a amparar, e não podemos estar com fantasias, hoje que existe no País um corpo suficientemente adestrado, de técnicos para dirigir esses trabalhos.

Esta entrega ás câmaras municipais é

cousa muito grave; seria preciso uma receita.

A manutenção e cultivo de uma árvore são dispendiosos.

Ternos de atender também ao estabelecimento de uma polícia rural, inteligente, que cumpra com o seu dever.

Pensemos também nos serviços de profilaxia vegetal.

Temos homens de sciência, mas não os temos em quantidade.

Eu sou uma vítima 'de processionário.

Combati-o, e de tal maneira que estou convencido que não viria mais aos meus pinhais, se os meus vizinhos tivessem feito o mesmo.

A questão da plantação de um certo número de árvores nas estradas pode trazer graves dificuldades.

As árvores podem prejudicar gravemente as cqurelas adjacentes.

Assim o primeiro inimigo da árvore é o proprietário daquelas.

Voto-o na generalidade, porque a idea é muito simpática, mas seria bom pensar um pouco mais maduramente nos seus pormenores.

O orador não reviu.

O Sr. Medeiros Franco:—Vão as minhas primeiras palavras para o£ ilustres autores do projecto.

São palavras de estímulo e de saudação, porque realmente com elas conseguiram interessar a Câmara, na qual se pronunciaram discursos, interessantes.

Tenho ouvido dizer, Sr. Presidente, que os portugueses, por serem muito amigos do ópdmo, põem de parte o bom.

Há pouco o ilustre Senador Sr. Ferraz Chaves, que aliás fez um discurso brilhante, revelando profundos conhecimentos da matéria, declarou que não dava o seu voto a esto pnjecto nem na generalidade, porque entendo que a matéria nele contida não merecia a sua aprovação.

Sr. Presidente: não concordo com S. Ex.a

Concordo, sim, em que o projecto de lei não vem resolver definitivamente a matéria.

Concordo, sim, em que o projecto representa uma louvável tentativa de plantação de árvores.