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Sessão fie 3 de Abril de 19?

Não há. E só as não há, nào tomos receitas gerais a garantir o empréstimo, como as não há u garantir o empréstimo anterior dus 25:' 'UU contos-ouro.

Ora, se q.ilséssemos lazer uma, lei como própria desta casa, havia que modificar esta proposta.

Estou convencido que o Sr. Mini-tro, homem'de reconhecida honestidade e sin-ceridade, nào negará o que eu atirino.

Tenho dito.

O ora for não reviu.

O Sr. Querubim Guimarães: — Pedi a palavra q, h'm d^ fazer umas declarações a propósito justamente deste incidente que aqui se levantou agora com a intervenção do Sr. Procópio de Freitas.

Nós, sem dúvida nenhuma, o que estamos aqui a fazer neste momento é um papel que não nos honra absolutamente nada.

Estamos aqui debaixo de uma pressão, impulsionada por um sentimento muito respeitável, qnerju crê-lo, do Sr. Ministro das Colónias, mas que não deixa do deslocar completamente a questão que nos é apresentada, e acerca da qual nào podemos fazer incidir um estudo cuidadoso.

Em qualquer Parlamento do mundo isto não se podia aceitar, nem haveria um Ministro capaz, e nào quero dirigir insinuações ao Sr. Correia da Silva, de vir perante uma Câmara dizer que desconhece quási completamente o assunto que se discutia e que níio podia fornecer ao Parlamento as informações de que ele carece.

Cabe infelizmente esta triste originalidade ao Parlamento Português.

£ Perante uma situação tam alarmante, qual é o nosso dever, nós que queremos o bem do país e das colónias?

Nós estamos entre a espada e a parede, entre o que é o nosso dever de |. arlamen-tares, e ao mesmo tempo perplexos diante de uma hipótese que se nos afigura sombria.

£ Isto é ou não uma situação de pressão que nos leva até o ponto de não podermos discutir o assunto?

Nào devemos apresentar emendas, não podemos discutir o assunto, nem temos elementos para isso.

Nestas condições nós estamos aqui a fazer um papel absolutamente impróprio

da nossa situação e das nossas fun coes.

Em face disso eu declaro que me abstenho por completo de entrar na discussão da especialidade. ' Alegrem-se todos os intermediários e credores, legítimos ou ilegítimos, de Angola.

Compete ao Sr. Ministro das Colónias averiguar as di\idas que doveni ser pagas e í-atisfa/.er a importância dos créditos devidamente fundados, de maneira a não deslustrar o seu nome, mas fica-lhe inteira responsabilidade, em virtude das palavras que pronunciou aqui e da sua pressão sobre a Camará, que nos faz proceder desta maneira.

Fica a responsabilidade com S. Èx.a, e o futuro nos dirá se nós fazemos bem em nos submetermos à pressão do Sr. Ministro "das Colónias ou se fizemos mal em não ter reagido contra ela.

Desejo que esta declaração fiqne registada, não só em meu nome pessoal mas em nome deste lado da Câmara.

O orador nào reviu,

O Sr. Ministro das Coleiras (Correia da Silva): — Ao apresentar esta proposta ao Parlamento cumpri apenas o meu dever.

Apoiados da esquerda,

Não vim aqui defender interesses de credores. Vim aqui, cumprindo o meu dever de português, que sempre tenho cumprido em todos os dias da minha vida. procurar solução para um dos mais graves problemas coin que se tem debatido o meu País. . • "

Nào vim defender credores, repito. Vim aqui para trabalhar, e se realmente tenho a franqu za de dizer ao Parlamento que não disponho de elementos mais precisos, tenho também a franqueza de dizer que se trata de uni caso grave e que urge resolver. , '

E, apelando para o Parlamento, não lhe peço que abdique de nenhuma das suas -atribuições,- de nenhum dos seus pontos de dignidade; peço o que se tem podido a muitos parlamentos tio mundo: que colabore com o Governo numa obra de patriotismo.

Muitos apoiados,

tni aproniflo o (trt'go 1.°