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Diário das Sessões do Senado

terino da Guerra não precisava de ser incomodado, porque se teriam feito as dé-marckes precisas e não teria perdido tempo para pensar como hâ-de jugular essa guerra sangrenta que já se move.

Simplesmente a três dias de glória e vitória do movimento, o governador civil teria trazido ao Presidente do Ministério todas as provas de que aquilo que escrevia o Diário de Lisboa era a expressão da verdade.

Depois destas informações e démarclies tinha habilitado o Governo do Sr. Vito-rino Guimarães com os elementos necessários para dizer ao Parlamente se estavam para essas pessoas com razão c-u sem ela.

Pelos muitos afazeres que ocuparam estes últimos dias o Sr. Presidente do Ministério não lhe poderiam ser atribuídas as culpas, e S. Ex.a não as tem.

Se S. Ex.a as tivesse, é tam grande a minha simpatia e entusiasmo pela sua nobre acção como Presidente do Ministério que eu lhas perdoaria.

Mas foi entrevistado o Sr. Filomeno da Câmara e S.Ex.a diz o seguinte:

Leu.

Não quero analisar detalhadamenteesta entrevista, porque mo levaria muito tempo, mas já verberei e estou disposto a invectivar, em que havia a certeza matemática de que Oste movimento havia de ficar triunfante : contavam com muitos camaradas, com todas as chamadas «fôrçasvi-vas», e até com muitos republicanos que nós conhecemos e encontramos quando abrimos o Anuário Comercial do Lisfooa e vimos a triste verdade ao encoativrmos os monárquicos dentro da finança, bancos e casas bancárias e até mesmo dentro das próprias sociedades anónimas.

Vergonha eu sinto quando profiro estas palavras, mas não as posso deixar no meu espírito, porque as tinha dito já às pessoas mais amigas e mais íntimas, e que sentem como eu que atrás disto não é a revolta de um quartel, mas aquela resistência que V. Ex.a encontrou quando a França foi numa missão importante para o nosso País na remessa por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de documentos importantes, resistência que se encontra em quási todas as secretarias do Estado, e que fez com que* a nacionalidade portuguesa não se cobrisse de gló-

ria e do triunfo que eram natural produto da sua vitória.

Mas, Sr. Presidente, diz mais aqui:

Leu.

Sr. Presidente: neste ponto eu declaro a V. Ex.a e à Câmara que, estando filiado num partido radica.\ embora não tenha sido, como sempre, a* ^'^linado, parece-me que interpreto o senU Oo Partido declarando que o Partido Ka. :cjl não precisava de fazer a sua propag. "'de., nem queria vir à. Câmara com a libei ^de de fazer a sua propaganda com o auxilio do Governo dos Sr s. Raul Esteve» e Filomeno da Câmara.

<_ que='que' os='os' represente='represente' fazer='fazer' declaração='declaração' aí='aí' partidos='partidos' constitucionais='constitucionais' p='p' esta='esta' há='há' quem='quem' possa='possa' república='república' da='da'>

Desminto portante em nome do Partido Radical esta parte da entrevista.

Continuando:

Leu.

Esta é a afirmação que fez^o chefe da revolução, Filomeno da Câmara, homem em quem todos os comandantes de divisão tinham toda a confiança e em quem os Minislros da Guerra depunham toda a sua coniauça.

Continuando sempre.. •

Leu.

Está aqui.

C Sr. Cunha'Leal está preso. Para ele não vão palavras de censura nem palavras ds condenação.

Há apenas uma cousa a ver clara e franca, e declarar que desde que Cunha Leal dá a sua palavra de honra que não estere na Rotunda —e S. Ex.a se quisesse podia ir até mais longe; podia dizer que ignorava o movimento — é que é verdade, essa aclaração podia ser feita porque hoje pela primeira vez depois do uma. longa ausência o'Partido Nacionalista regressou aos trabalhos parlamentares.

Devo declarar que esta entrevista foi copiada pelo meu próprio punho do jornal Diário de Lisboa n.° 1:236 do seu 1.° ano, e que se tiver aiçurnapalavra a mais responsabilizar-me hei por ela.

Leu.