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ião

Diário das Setêôès do Senado

:o por "este projecto deixariam de ser reconhecidos. ' i ...'•-.'•

É certo que- se pôde argumentar com o facto de o"Te,souro público não estar eín condições de podei- ocorrer às despesas que porventura acarretem ao Pais as di-

" versas listas de ^evolucionários que tem

.Sido aprovadas. ; .

•" Nesse caso' o que se impunha era que se -estudasse a maneira-de evitar, que o Estado fosse sobrecarregado com essa despesa, ou adiando a execução da lei n:.° 1:691 ou •porventura criando quaisquer receitas- unicamente destinadas a este fim.

o. , , • •

. O Sr. Costa Júnior (interrompendo).:.-— Como relator .tenciono apresentar umas modificações à lei n.° 1:691. Uma çiejas é suspender essa lei até que as condições do Tesouro público sejam mais desafogadas. .._.-.-

O Orador:—Acaba de me dizer o Sr. relator que é sua intenção Apresentar .um projecto que vise a suspender'a .lei n.° "1:691. .

É pena que0 depois de ter relatado esta proposta nas condições em que o fez, o Sr. Costa Júnior, que tem o nome ligado 'à, propaganda pense em adoptar tal. ini--ciativa. .

É de sentir que, tendo dado um parecer, neste sentido, se . queira apresentar um projecto suspendendo essa lei, projecto .quê não pode passar porque hoje 'há já revolucionários, dois que eu conheço, que estão participando dos benefícios :da lei n.° 1:691. , .

Eis a pregunta"que faço. .. O orador não.reviu. i

O Sr. Querubim Guimarães: — Não so--rei uma voz discordante neste projecto, apesar de intransigente adversário do regime, porquanto tenho.a meu lado pessoas de cujo republicanismo ninguém pode de-

,;-Pois o regime está de tal modo fraco-que precise ainda dos esforços dos revd-lucion.-.rios civis para sua- defesa?

Eu não'compreendo que um revolucionário civil j depois de expor o- seu corpo-às balas, venha bater à porta da gente •que serviu pedindo o pagamento dtfs seus-serviços. • • • - •

Restaurada amanhã a ,Monarquia, se porventura acontecesse o mesmo que vemos agora, eu seria o primeiro a protestar contra quem viesse pedir como que a. •^paga dos seus- serviços. • •

Falo como patriota-e como português^ Não falo como republicano, porque evidentemente o não sou e não é com exemplos destes que eu, se porventura não tivesse .a convicção íntima de que este regime não convém'à Nação, me poderia converter & República.

- Sr. Presidente: quando um indivíduo-luta por um idoal sinceramente, esse indivíduo é digno do nosso respeito e consideração; mas quando, porventura, após o triunfo da causa que diz defender, vêm pedir a paga dos seus serviços, essa. acto rebaixa e avilta até aqueles que desinteressa dam ente o acompanharam.

Creio que já é tempo e mais do quê tempo de haver coragem da parte do Parlamento e dos Governos para dizer a esses revolucionários civis, .sempre que venham aqui mendigar-os benesses dó Estado, que lhe não dão-cousa nenhuma.

Para honra de todos deve-se acabar com isto. ' . .

A votação deste projecto é um estímulo-•a uma nova profissão neste País — a de revolucionário civil.

• Quando há uma-mutação de. scenas po=-líticas - estranha, extraordinária, na vida -de um povo, quando cai um regime que