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20 DE SETEMBRO DE 2012

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crise política, mas estamos conscientes de que este é um Governo isolado e que protagoniza um caminho que

os portugueses rejeitam.

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Mota Andrade (PS): — Há, pois, toda a necessidade e toda a urgência de o Governo arrepiar

caminho.

Sr.ª Presidente, Sr.as

e Srs. Deputados: A nossa aposta continua a ser o emprego e o crescimento

económico com rigor orçamental, o combate às desigualdades sociais. Como no passado, de forma

responsável, apresentaremos nesta Assembleia, em particular, no quadro da discussão do Orçamento do

Estado, propostas claras para inverter o caminho até agora seguido e cujos resultados estão à vista de todos.

O Governo é hoje um Governo frágil e um Governo de instabilidade. Deitou fora o diálogo social e o diálogo

político.

Os portugueses sabem que podem contar com o Partido Socialista.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente: — Para pedidos de esclarecimento ao Sr. Deputado Mota Andrade, estão inscritos os

Srs. Deputados Emídio Guerreiro, do PSD, e Telmo Correia, do CDS-PP.

O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Afinal, o CDS está cá!

A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Emídio Guerreiro.

O Sr. Emídio Guerreiro (PSD): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados, Sr. Deputado Mota Andrade, permita

que lhe diga que, no que diz respeito ao aumento da dívida, do défice, do desemprego e no falhanço da

governação, o Partido Socialista não tem currículo, tem cadastro.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Luís Fazenda (BE): — O PSD e o PS têm, os dois, cadastro!

O Sr. Emídio Guerreiro (PSD): — Ao longo de seis anos, os senhores tiveram a governação mais

desastrosa da história deste País. Foram capazes, apenas em seis anos, de constituir mais dívida do que em

todos os oito séculos da História de Portugal.

Aplausos do PSD e do CDS-PP.

E assistimos, Srs. Deputados, ao exercício sistemático da responsabilização. O Partido Socialista é o

partido do faz de conta: faz de conta que não foi Governo, faz de conta que não levou este País à bancarrota.

Mas, Sr. Deputado, nós sabemos o que os senhores negociaram e sabemos o que assinaram na primavera do

ano passado.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Emídio Guerreiro (PSD): — Depois de assistirmos a uma dramática declaração do vosso Ministro

Teixeira dos Santos, que informou os portugueses que já só havia dinheiro para mais dois meses, recordo que

os senhores foram forçados a negociar com os parceiros internacionais o Memorando que assinaram. Os

senhores deram a vossa palavra nesse documento. A pergunta que os portugueses fazem hoje é se os

senhores estão ou não dispostos a cumprir a vossa palavra. Esta é que é a pergunta-chave.

Mas, Sr. Deputado, pode ficar tranquilo porque o PSD, este Governo, em nome dos portugueses, vai

cumprir a vossa palavra, aquilo que vocês subscreveram com os parceiros internacionais. E aqui, Sr.