29 DE JUNHO DE 2013
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A Sr.ª Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Adão Silva para intervir pelo PSD.
O Sr. Adão Silva (PSD): — Sr.ª Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as
e Srs. Deputados: Vou intervir
muito brevemente na decorrência da intervenção do Sr. Deputado Nuno Sá para dizer que nós não
branqueámos a história. Na nossa intervenção, detalhámos circunstancialmente aquilo que aconteceu em
relação ao fundo. E até sou capaz de ser mais rigoroso.
No dia 21 de março de 2011, foi assinado um Acordo Tripartido, onde é referido que até ao final do mês de
março de 2011…
O Sr. Luís Montenegro (PSD): — Nove dias!
O Sr. Adão Silva (PSD): — … (9 dias depois), o Governo apresentaria uma proposta de fundo de
compensação.
Recordo: o acordo foi assinado no dia 21 de março de 2011 e, no final de março de 2011, havia de ser
apresentada a proposta de criação desse fundo.
Ora, todos percebiam que de duas, uma: ou o trabalho já estava muito bem preparado ou seria uma
completa impossibilidade. O que se verificou foi uma completa impossibilidade.
Portanto, quando o Sr. Deputado Nuno Sá diz que o Governo hoje se limita a «cortar a fita», está a
hiperbolizar um pouco o vosso trabalho. É que os senhores não fizeram trabalho nenhum e, portanto, não há
cortes de fita!… A não ser que se refira àqueles cortes de fita do antigamente, em que se cortava a fita ainda
antes da obra concluída, o que era uma coisa realmente extraordinária. Extraordinária!
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Vou acrescentar um outro dado, porque percebi que V. Ex.ª tentou desvalorizar o trabalho feito por este
Governo.
O Sr. Nuno Sá (PS): — Não!
O Sr. Adão Silva (PSD): — Não o devia ter feito, fica-lhe mal, porque é um trabalho abnegado e
empenhado. Demorou tempo, é verdade, demorou mais do aquilo que queríamos, é verdade, mas está aqui
um trabalho bem feito, e é preciso, obviamente, sublinhá-lo. É um trabalho muito bem feito!
Quando foi apresentado pelo anterior Governo, pela Sr.ª Deputada, e então Ministra, Helena André, o
primeiro estudo aos parceiros sociais, lembro-me muito bem da expressão, que não é repetível nesta Câmara,
do então secretário-geral da UGT em relação a esse trabalho: era uma expressão de desprimor e de
desvalorização daquilo que tinha sido um pseudotrabalho.
Demorámos tempo, é verdade, mas estamos cá e não esquecemos este passado, porque, depois, no
fundo, ele foi retomado e incorporado no Memorando de Entendimento, a que este Governo se atém e a que
quer dar pleno cumprimento.
O seu a seu dono: os senhores lançaram o propósito e a ideia, é verdade, incorporaram-no no Memorando
de Entendimento, é verdade, mas quem o realiza na excelência é este Governo, Sr. Deputado.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
A Sr.ª Presidente: — O Sr. Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social inscreve-se, de
novo.
Faça favor.
O Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social: — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs.
Deputados: Quero dizer que o Governo saúda a decisão anunciada pelo Partido Socialista de votar
favoravelmente este diploma.