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I SÉRIE — NÚMERO 2

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De facto, a criação do Serviço Nacional de Saúde, como nós o entendemos, foi um sinal muito expresso

que foi dado no sentido de garantir humanidade, dignidade e igualdade a todos os cidadãos, através de um

serviço que se pretende universal, geral e tendencialmente gratuito.

Saúdo-a, portanto, por ter trazido a debate este tema tão importante.

Mas devo também dizer-lhe com toda a franqueza que algo que pressenti subentendido na sua

intervenção, isto é, que o SNS pertence mais a uns do que a outros, não é verdade, Sr.ª Deputada Maria de

Belém Roseira. O Serviço Nacional de Saúde pertence aos profissionais, àqueles que durante 35 anos

asseguraram a sua continuidade, e não só aos que o criaram. Pertence aos contribuintes que, através dos

seus impostos, pagam este Serviço Nacional de Saúde. Pertence aos profissionais da área da saúde, aos

diretores e aos decisores políticos que tomaram decisões muitas vezes impopulares para que este Serviço

Nacional de Saúde se mantivesse, tal como nós o pretendemos.

Aplausos do CDS-PP.

Portanto, este SNS não pertence só aos seus criadores, com todo o respeito, não pertence só ao Dr.

Arnaut. É que também não foi só o Dr. António Arnaut que foi homenageado na segunda-feira, foram muitos

outros profissionais, nomeadamente um colega da nossa bancada, o Prof. Sollari Allegro, uma pessoa a quem

muito devemos no Serviço Nacional de Saúde.

Aplausos do CDS-PP.

Não há donos do Serviço Nacional de Saúde.

E, Sr.ª Deputada Maria de Belém Roseira, saudando-a, mais uma vez, pelo facto de ter trazido a debate

este assunto tão importante, devo também dizer-lhe que não é pelo facto de o projeto de lei ter sido esboçado

na sede do Partido Socialista que o Serviço Nacional de Saúde pertence mais ao Partido Socialista do que a

qualquer outro partido que tenha assento neste Parlamento.

Aplausos do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente: — Queira concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — Vou concluir, Sr.ª Presidente.

Quero ainda dizer-lhe, Sr.ª Deputada, que o Serviço Nacional de Saúde é demasiadamente importante para

se prestar a demagogias e para servir de arma de arremesso político. Não estou a dizer que é isso que a Sr.ª

Deputada tem feito, mas presta-se muitas vezes a isso.

A Sr.ª Presidente: — Queira concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Teresa Caeiro (CDS-PP): — Vou concluir imediatamente, Sr.ª Presidente.

De facto, este Governo e, em particular, este Ministro assumiram o compromisso de garantir a

sustentabilidade, a qualidade, a equidade, o acesso, a inovação e a preservação do Serviço Nacional de

Saúde.

A minha pergunta, Sr.ª Deputada, é sobre uma questão fundamental referida pelo Sr. Ministro da Saúde

mas acerca da qual não temos ouvido o Partido Socialista falar, nomeadamente no seu debate interno, que é a

seguinte: sem a sustentabilidade do SNS, não há SNS.

Ora, gostaria de saber qual é a posição de uma ou outra parte do Partido Socialista, agora em discussão,

sobre as garantias que assegurem para as futuras gerações a sustentabilidade do SNS.

Aplausos do CDS-PP e do PSD.

A Sr.ª Presidente: — Tem agora a palavra, para pedir esclarecimentos, o Sr. Deputado João Semedo.