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crescimento do consumo teri de ser inferior ao PIB ou, por outras palavras, que interessa manter altos nlveis de poupança interna. Será a conjugaçlo das politicas orçamental, monetária e de rendimentos que
permitir:i garantir as condições internas de financiamento nlo in/Jaàorústa do aaéscimo de investimento.
EVOLUÇÃO MACROECONÓMJCA 1989-92 (1)
Taxa de varlaçao em volume
Consumo Total 3 PBCF 7 3/4 Procura Interna 4 1/4 Exporta<;Oes 6 1/4 Procura Total 4 3/4 lmporta<;Oes de Bens e Serviços 6 1/4
PIB 4
(1) Em ronsonancia rom o PCEDED
n.. Desta forma, o crescimento do PIB será i n d u" ido fundamentalmente pelo tttS
mercado comunitário. Ter·se--' ass~ com este cenário um progrH&O na convergência real rom oo reotanteo palstl comunitArloo embora sem pllr em causa oa objectivos da ronvergênda nominal.
73. Dentro da evoluçlo do PIB serlo de esperar evoluçOes favor.ive.is nos sectores industriais mais ligados às exportações de produtos nlo tradicionais tais como as m'quinas e material eléctrico e o material de transporte, bem como no sector da construçlo civil e nos sectores industriais com ele relaàonados. No entanto a moderaçlo do consumo levari a um aesdmento relativamente menor de produçJ.o dos bens destinados ao mercado interno português. Admite-se uma evoluçlo relativamente riplda do produto da agricultura, consequência do investimento jA realwdo.
74. A adaptação à realização do mercado interno exigirâ um processo continuo de aumento de produtividade do trabalho.
Para isso conta·se ·om importantes recursos fmanceiros destinados à formaçao profissional e com uma expanslo acelerada do sector de educação, embora neste caso os efeitos se tornem vis{veis fundamentalmente no longo prazo.
No médio prazo, contudo, serlo as melhorias de organização empresa.rial, a fltxibillzaçJo do mercado de trabalho e a formaçio profissional que
poderio ter impacte no crresdmento da produtividade do trabalho. Considera·se, assim, ser possivel um aescimento de 3% ao ano na produtividade global do trabalho, o que representa uma melhoria
significativa relativamente~ tendência dos últimos 10 anos.
75. A evoluçil.o da produtividade global permitirá que o empreso cresça a cerca de 1'11. ao ano, o que implicarA que a taxa de desemprego em
11 SÉRIE-A- NÚMERO I
Portugal, em 1992 se sltue perto dos 6'11., continuando a ser uma das mais
baixas da Europa. No entanto, existirlo certamente importantes transferêndas lntersectorials de emprego, resultantes naturalmente do
processo de modemi:uçlo. Prevê-se, assim, uma perda de emprego no sector agrfcola por trmslerência para os sectores da construçlo dvil e dos serviços, sendo t.unbém de admitir no sector industrial uma perda em relaçlo aos sectores mais tradicionais, bem como um aumento do emprego relaàonado com a tercea:rl:uçil.o dos sectores agrfcola e industrial A politica de emprego incentivará esta mobilidade de forma a serem atingidos nlvels mais elevados de produtividade, reduzindo o
subemprego nos sectores onde ainda existe em proporçlo significativa do
emprego. A politica agrfcola, por outro lado, nlo incentivará a fixaçil.o artifiàal de emprego no sector à custa de baixos nlveis de produtividade.
76. No que respeita às exportações que se admitiu poderem crescer a
cerca de 6 1/4% ao ano rontinuam a existir boas perspectivas para os
sectores da produção Oorestal embora condicionadas pela oferta de matérias primas, bem como para os sectores das máquinas e material
eléctrico, do material de transporte e do turismo. Alguns subsectores da qulmka ligeira e das máquinas nlo eléctricas poderio ganhar peso nas
nossas exportaçOes e rontribuir a prazo para a sua diversificaçao. No entanto, grande parte das exportações será ainda determinada pelo que
suceder a sectores mais tradicionais romo os têxteis, vestuário e calçado. A
provivel concorrência acrescida de pafses terceiros no mercado comunitirio poderi tornar mais diffcil, no futuro, a obtenç3o de crescimentos rápidos para as exportações destes sectores que, aliás,
tenderlo a perder peso lo medida que o processo de modernizaçlo se desenvolver. Contudo, é provável que nos próximos anos estes sectores ainda apresentem taJCas de crescimento significativas, embora inferiores à média das exportaçiles no que respeita aos têxteis e vestuário.
BAI..ANÇA DE TRANSACÇ0ES CORRENTES (1)
Milhlles de dólares correntes 1988 1992
Exportaçiles de bens e serviços 13781 19592 Importações de bens e serviços 16996 24612 Rendimentos de capitais -900 ·I 067 Transferências unilaterais 4 215 5168 Transferêndas Privadas 3500 4018 Transferências Públicas 715 1150 Balança de transa«;;es correntes 100 ·919 Balança de transa«;;es correntes/ PIB 'llo 0.3 ·18
(1) Em ronsonanda com o PCEDED
n. Este ritmo de crescimento de exportações n.lo será, contudo, sufiàente para rompensar a evoluçao das importaçOes, em grande parte consequência do esforço de investimento programado. Desta forma, apesar das trmsferências romunitárias, o défice da balança dt transacções corrtni
cerca de 920 milhOes de dólares em 1992, ou seja, cerca de -1,8~ do PIB. Este valor é perfeitamente financiável e é consequência do esforço adidonal de Investimento, pelo que se encontra plenamente justificado dentro das regras de boa gestão macroeconómica.
A manutençao de bom ritmo de crescimento das exportaçOes é essencial ao desenvolvimento equilibrado da economia portuguesa; só assim será posslvel compensar algumas das suas vulnerabilidades estruturais, nomeadamente ao nlvel da dependência energética, alimentar (cereais,
oleaginosas e produtos tropicais) e de bens de equipamento sofisticados.
Cumulativamente, o dinamismo das exportações permitirá superar alguns aspectos negativos decorrentes do elevado grau de abertura da economia ao aproximar as contribuições das exportações e das Importações~ como é característico de economias desenvolvidas significativamente abertas ao exterior.