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19 DE OUTUBRO DE 1988

REPARTIÇÃO DO VALOR ACRESCENTADO POR SECTORES

Em'lfo ~

...!'!.!.' -"'" ""'' t. ASJ!culturo Sllvlculturo e Pacu 3.9 2.9 Uj 7.7 2.EntJP 5.4 6.8 2.1 3.7 3. lnchhlrio Transformadora 29.0 25.9 25.9 779 4. Con>IJUÇJo 7JJ Sj 7.5 5.5 S. 5ervtçoo MttaniU 40JI 44.1 40.7 43.() 6. 5trvt(os nJo Mtrantls 14.0 14.5 12.0 lU

ToW 100 100 100 100

Fonlo: EUROSTAT, Contas NodoN.iS, 1987 (") CEE com exdUSioo da Esponho, Crfdo, Irlanda e Portupt

Em Portugal, embora se observe uma tendência geral semelhante, hA diferenças qualitativas que Importa sublinhar. Em primeiro lugar, o peao ainda uceaslvo da asrfcultura (resultado nlo de uma deliberada

espedallzaçlo produtiva, mas devido l soblevivênda de exploraçOes em condi~ marginais de produçlo e l debilidade relativa dos restantes

sectores) tender' Inevitavelmente a reduzlr-oe a m..UO/longo prazo.

A predomln1nda de mlo-

contributo do sector pan o défice comerdal (dependência agro-alimentar que tem variado entre 14 e 17._,) e nos baixos rendimentos médios da populaçlo.

O actual padrlo de produçlo e a relaçlo oferta interna/procura alo insustentAveis no contexto do mercado comunitário, pelo que slo inevit,veis um recuo e/ou a exduslo de algumas culturas, se se mantiverem as actuais condiçOes de produçlo e de comerdalluçlo. O prevlslvel reforço da silvicultura e de alguns segmentos da agricultura nlo parece suficiente para contrariar a perda de peso do conjunto do sector primirlo. Os diferenciais de preços observados no gr'flco

testemunham bem aquela aflrmaçlo.

•• 50

•• •• 20

lO

AOAICU. T\IIA PT•• (17J88) -

Trigo rljo T•lgo rljo T

Fonle:. Relalórlo do grupo de trabalho dt Ag11cultura Qulho de 19681

31, Em segundo lugar, 0 aumento do peso dos aervlço_a, emboro acompanhando o movimento observodo da média da Comurudade, nlo

traduz uma composiçlo Interna compar'vel com a observada nos pafses mais desenvolvidos., na medida em que em Portugal se trata de uma

evoluçlo referida a uma base tecnológica Incipiente.

32. Em tennos energ~ticos, a situação portuguesa caracterlu-se por uma elevada dependência externa (90'1fo contra 4J'Ifo da média dos palses da CEE), concentrada no petróleo (79'1fo rontta 32'1fo da CEE).

O sector tem, na estrutura do VAB, um peso inferio~ ao observado na CEE, em parte devido ls diferentes estruturas produtivas e, em pa.rte, ao

desnlvel observado na capitaçllo do consumo energético.

2-(375)

COl'SUMO DE ENERGIA PER CAPIT A EM RELAÇÃO À CEE

CEE•IOO

I'U'UO" 1981 1983 1985

lndllstria 45 60 45 Transportes 51 50 46 Serviços/Util. Domést 19 20 19

Fon~ EUROSTAT, Revista 1976/1985

33. A economia portuguesa apresentli um elevado grau de inttsnçlo com a ~conomia comu.niUria, como mostram a pucentt~gem das nossas exportações absorvida por este mercado (n ._,) e a dos nossas importações com origem na CEE (63..,), situaçlo que se tem intensificado nos últimos anos. Porém, mais relevante que o grau de \ntegraçllo f o tipo de integraçlo que se estruturou nas últimas décadas e que, por lnhda, se tende a consolidar e Intensificar no futuro.

A an'lise dos flwcoa de comércio entre Portugal e a Comunidade Europeia, reflectindo naturalmente as diferenças entre u respectivas estruturas produtivas, revela que o nosso padrlo dt txportaçl!es é essenc:lalmente constltuldo por produtos de consumo fmal, com uma baixa dlnlmlco de procura no mercado europeu (os têxteis • vestu!rio e calçado representam só por si mais de 1/3 das nossas exportações para a CEE) e sujeitos a forte ronrorrênda de palses terceiros.

PRINCIPAIS EXPORTAÇ0ES POR11JGUESAS PARA A CEE

NlMBXE PRODUTOS ._,~RT

PARACEE

60 Malhas 10.3 61 Vestuúlo 8.9 6( Calçado 8.4 85 Miqulnas eléctricas 7.8 47 Pasta de papel 6.3 44 Madeira e mobililrio 4.9 84 MAquinas nlo eléctricas 4.9 62 Textels-lar 46 22 Bebidas 41 tr1 Automóveú 33

Total 63.5

34. Assegurando uma quota de 0,7.., no mercado do CEE, a nossa penetraçlo no me.rado europeu só é verdadeiramente signfficatl\•a no cuo dos produtos da cortiça (que asseguram uma quolll de mercado de 70._,) e, embora com menoa amporttnruo, no caso d~ pasta de papel e de alguns produtos têxteis.

Assim, ~ nossa posiçlo no mercado de têxteis • lar (14._, do merc~do romunitlrio) revela algumas potendalldades neste segmento da indli5tna tfxtll, particularmente significativa no caso do Reino Unido, onde preenchemos 42.4' do respectivo merc~do de Importações

Também no caso da pasta de papel, Portugal des~•-oe do conJunto dos países comunitários como o que tem maior quota no mercado daquele produto na CEE, denotando aliú um segmento importante da nos~ especiali.zaçlo produtiva.