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II SKUIE-A —NüMliRO I

A laxa de crescimento real tio PIB lerá sitio semel/iaitlc cm IWI c l'W2. Ii'm ambos os períodos verilicou-se uma 1'orie expansão ilo consumo agregado gue, pela sua importância, terá sitio dctcrmuianit' na expansão da despesa agregada nominal. No entanto, em l')')2. é encorajador registar a recuperação verificada quer no investimento. quer nas exportações, confirmando a ideia de que lerá sido ultrapassado o ponlo mais baixo do ciclo económico e aproximando o padrão típico de um processo de convergência real (ver gráfico u.2).

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l'ara ll)°2. estima-se uina situação tic crt|iiilt'biit> lia balança de transacções concilies (BTC) após um ligeiro délice île cerca de 1 % do PIB verificado em \')'H. lista situação da B'I'C viriiialincnlc equilibrada é lanto mais notável quanto seria natural que. por diversas razões, a economia portuguesa estivesse a incorrer em délices da B'I'C. Hm primeiro lugar, uma economia em processo de desen-volvimenlo acelerado e bem sucedido ptxle recorrer ao financiamento externo. IJ.tn segundo lugar, porque a verificação de uma situação de virtual pleno emprego permitiria pensar num recurso mais extensivo a fontes de oferta exlcma.

As exportações deverão crescer em 1W2 a uma laxa de 5 %. mais de 3 pontos percentuais acima da do ano anterior. A informação disponível sobre o comércio externo dos listados membros da Comunidade indicia um ganho de quotas de mercado das exportações nacionais na Comunidade (ver gráfico n.3).

liste comportamento favorável das exportações nacionais verificou-se a despeito da evolução desfavorável dos preços dos bens transaccionáveis reialivamenle aos bens não transaccionáveis. A explicação enconlra-sc nas alterações estruturais associadas com a acumulação de capacidade prixlutiva. na sequência das elevadas taxas de investimento verificadas nos últimos anos. e na participação crescente de capital estrangeiro. Uma lai participação permite o acesso a novos mercados e tecnologias, traduzindo-se num acréscimo estrutural de competitividade. Vai no mesmo sentido um ganho nos termos de üix;a em cerca de 2 %.

Verifica-se em l'W2 um aumento no ritmo de crescimento real das importações, o que deve ser interpretado como re-llccliudo a aceleração das próprias exportações e o dinamismo do consumo privado.

II.1.2.2 — Prédits v salários

O processo de dcsinftaeão acentuou-se ao longo de 1W2. apesar do eleito da harmonização fiscal. De láeio. a evolução

do índice de preços no consumidor, sem habitação, nos últimos quatro meses registou variações compatíveis com uma laxa de itillação anualizada da ordem dos 6% a 7 %. No entanto, dada a inércia da inflação média anual, cujo cálculo envolve um período de 24 meses, as estimativas disponíveis apontam para um valor tle (1 "/<■ no final do corrente ano (11,4% em IWI). Isto é. os últimos dados confirmam que a inflação se le/n situado dentro da banda tle valores sugerida pelo Governo em sede tle concertação social —conforme gráfico n.4. A redução da laxa de inllação corresponde a uma queda de mais de 1 pomo percentual do diferencial de inllação entre Portugal e a média comunitária (de 6 pontos percentuais em IWl para menos de 5 em IW2— ver gráfico 11.5) dando continuidade ao processo de convergência nominal.

A consolidação do processo tle desinllação tem tido reflexos ao nível da evolução dos salários e remunerações. Na verdade, o crescimento das remunerações para o conjunto da economia, que terá sido tle durante 1WI. quedar--se-á |M>r um valor de cerca de 15 % no ano em curso. A este valor corresponderá um aumento nas remunerações médias por trabalhador no sector privado na casa dos 13 %. No entanto, os ganhos tle remunerações, em lermos reais, maiilêin-sc a um nível apreciável, dando continuidade a uma tendência iniciada em 19X5. No mesmo período, o erescimenlo das remunerações reais por trabalhador foi. em Portugal, nitidamente superior ao da média comunitária, revelando convergência salarial (ver gráfico tt.ó). Apesar tle uma ligeira desaceleração das remunerações reais em 1W2. o diferencial face à média comunitária deverá ter-se mantido ao nível observado em IWI. Csla evolução esiá em consonância com a situação de pleno emprego verificada no mercado tle trabalho. (.) prosseguimento do processo tle convergência nominal em l'W requer uma maior mixleração salarial, que será facilitada pela contenção dos aumentos salariais no sector público devida à significativa redução do eleito do novo sistema remuneralivo.

(.) dcflator do consumo público, estimado em cerca de 16%, resulta fuiidamenialmenie do erescimenlo normal das remunerações (S,X % para a tabela de vencimentos e adicional à remuneração), do efeito do novo sistema retributivo (4.6 %) e do aumento da comparticipação do Estado para a Caixa Geral de Aposentações (4,2 %) e é compatível com o aumenio dos preços dos bens e serviços que se situará próximo do valor para a inllação em l(W2.

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