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S DE JULI-lO bE 1991105

ainda no tinha havido sequer ncnhurn pcrdiio fiscal. 1-lavia

do facto urna situaçäo muito confusa, muito nobulosa, sendo

a flnica certeza a do quo exisiiain muitas irregularidades o

muitos pontos obscuros em torno da ompresa. Fiz as mi

nhas investigaçOes em Aveiro, em Lisboa, contactei corn

possoas quo tinham esrndo na origom da venda da fábrica

que velo a integrar e a constituir o principal esrnbeloci

menw da Cerâmica Campos, que era uma fábrica do urna

empresa denorninada Jeronirno Poroira Campos”, quo foi

vondida em 984 aos proprietArios da Campos, Dr. AntonioMorn Figuciredo e outros. Esse processo arrastou-se,

praticamente em determinada altura as dnicas investigaçUcs

quo existiam cram so do natureza judicial, mas a partir do

certa alwra as autoridades judiciais do Aveiro alertararn as

finanças pam a situação irregular quo a empresa vivia. Nao

sei dizer oxactarnento quando, porque nunca (lye acesso

rigoroso a esses dados, soi é quo a dotorminada altura

consegui uma fotocOpia [.1 AhI Enirernnto tinham-mo duo,

pcnso quo em meados do Junho, quo o Sr. Socrctário de

Estado tinha pordoado a dIvida da Campos. Eu tontoi

confirmar, estive corca do urn rnês ii procura do

confirmaço pam ossa noticia, ate quo a confirmci atravds

do várias fontos, mas sá a escrovi dopois de ter uma

fotocOpia do dospacho quo consogui aqui em Lisboa,

SO depois do ter a fotocOpia dosso dospacho oxarada

sobre a inforrnaçäo 6 quo escrovi do facto a noticia, 0 isso

levou-me a convicçao quo aindu hoje tonho do quo houvoefectivarnonto uma intençäo do o Sccrotário do Estado orn

perdoar. Foi a opinio corn quo [iquoi na ocasiäo, nao me

resmvarn düvidas cm face daquolo documento: era a

assinatura dole, o dospacho era (1010, sobro uma iniormaçao

quo concordava corn tudo o quo a empresa dia, isto ialvez

na ditima sernana do Juiho (agora não posso precisar, foi

na somana em quo oscrevi 0 arugo). Postoriormonto, jddopois do esso artigo ter saido o urn oucro, o Sr. SocrotArio

do Estado oscreveu uma carta ao Expresso a qucixar-so do

quo näo tinha sido ouvido. Entrotanto sou contactado por

aigumas possoas quo forum incus cologas na faculdado o

quo tentavarn um oncontro a irês, foram duas possoas

concrotamento. Urna voz era orn Lisboa, outra voz soria

mesmo om Coimbra. As três pessoas cram cu, essos mous

antigos colegas ou conternporá000s — urn era polo mcnos

contcrnporâneo—e o Sr. Socretdrio do Esudo ou algudrn

em nomo dole para me dar os esciarocimontos [...] aprimeira rosposta quo Live foi:

nonhurn a pedir”. Ern face dos olomontos quo rccolhi, em

face dos factos quo jã comprovei, nflo ronho osciarecirnentonenhum a pedir para jd ao Sr. Sccretário do Estado, rn-asso ole quiser fazor alguma declaraçao eu registo-a. E aid

gostava do ouvir urn primoiro dopoimento dole sobre isso.

Nada, não rospondoram nada.Entrotanto voitci a escrever outro artigo já corn outro

dosonvolvimonto, acrescontando rnais alguns facios o

preparava-me pam mandar um fax pam a Secretaria do

Estado formulando algurnas pcrguntas (corno 6 quo olos

justificavam o perthlo) quando o Sr. Secreuurio do Esiado

oscrovo uma carla, penso quo dopois do contacios pessoais

o directos ou corn o director ou corn algudrn do jornal,

queixando-sc quo o Expresso não o ouvia, Fazem-mechogar a cairn o vim imediatamonte a Lisboa corn a carta

na mao. Telefonei para a socretária do Sr. SocrotArio do

Estado, fui recobido cram sole o rneia da noito o cstivo no

Gabineto dole a fazer-lhe urna entrcvisui a as on-to e ITtOIiI

da noito. Uma cntrovista, calim, quo so rovcstiu aid do

ulguns aspoctos curiosos, cheguci a escrover quo aontrovista sO so comoçou a fazor dopois do tor ficado

assonte onti-o ambos ama coisa: quo ou fazia as porguntas

o o Sr. Secretário do Estado dava as respostas. porquo

houvc urn detorminado mornento orn quo isso não me

paroceu muito claro. Assirn foi, fiz as perguntas quo

ontendi, o Sr. SocreiArio do Estado dou as respostas quo

entcndeu o no final porguntoi-lho: <

tado torn mais algum esclaroeirnento a fazer?’> B o Sr. Sccrotdrio do Estado {Socrctario do Estado dos Assuntos Fis

cais (SEA9] fez urn csclarocirnonto que acrescontoi numa

porgunta. 0 SEAF nosso encontro quo dornorou mais do

quatro horas disse-mo quo a razão porque ole deu aquolo

dospacho, foi porque ostava porfoitamenie convenoido quo

a otnpresa Carnpos era utilizada para levar dinhoiro prove

nienic do contrabando e quo ole nio podoria, enquantomombro do govemo, tributar dinheiro provoniento do con

trabando. Disse-rno isso, mas corn a compromisso prdvio

do quo ou não podoria revolar isso (em off) <

contrabando>’. E a rosposta quo dci, no procisa do sot ern

off, foi:

tinham sido dosencadeadas, quer nas investigaçOos judiciais,

quo nào havia nonhuma ligaçao onto o contrabando o a

ornprcsa Carnpos, A dnica ligaçäo quo havia resultava da

circunstância do havor urn administrador da Campos quo

por sinai era arguido do processo do contrabando, quo era

o capitiio Vasco Silva.Porianto, näo havia mais nonhurna. 0 dinheiro quo a

Campos tinha no sou saco azul, nas suas contas no Banco

Pinto & Sotto Mayor o no Banco Portuguës do Atlâniico,

croio eu, provinha exactamente das vendas extra

contabilisticas. E o SEAF disso: ‘

se for assim acho quo ostou a ser cnganado>. me aid

utilizou a expressäo do quo tinha sido <

onganado>> polos adininistradoros da Campos ou pola

prOpria cmprosa. Isto, alias, ficou na entrcvista.

Posloriormcnio, jd depois dossa entrcvista, quo foi em Juihocreio eu, Live conhocirnento de quo no despacho inicial

tinha sido acroscentada urna now justiflcativa o ole mostrou

-ma. Mostrou-me a despacho, mas i’tao me doixou vor,

ate tonho aqui, rnas é ama coisa secrota, não posso

mosirar>’, posioriormente enviou csse dospacho corn essa

nota confidoncial para várias cniidados o acaboi por tor

accsso a ossa charnada nota confidencial, a qual não polo

monos contomporânoa do despacho original — e formuloi

cssa convicçäo na medida era quo tinha urna fotocOpia do

primitivo despacho ondo ossa nota confidencial näo

constava c dopois uma sogunda fotocOpia do prirnitivo

dospacho onde essa nota confidencial rnrnbdrn nib constava,

o depois uma outra fotocOpia aparece corn essa not-a

con fidoncial.

O Sr. Presidente: — Sr. Doutor, descuipe interrompêlo, sO para percobor exactamonte o quo rae estd a dizer

quanto a osse porno. Quando roforo nota confidoncial 6

aquola quo di-t:

vet [...}‘> Nao, 6 o outra

O Sr. Dr. AntOnio Marinho: —Mo, não C essa.

O Si’. Presidente: — Porianto, o despacho do quo Love

conhecimonto dcsdo a principlo c a fotocopia [...] love ccnhccirnonto ao rncsmo tompo do <‘Concordo. Autorizo,

conforrne o proposto. Assinada, c dopois a soguir:

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