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12 | II Série GOPOE - Número: 002 | 30 de Outubro de 2008

e cautelosa, nos termos da lei, e irá continuar, de uma forma profissional e competente, a bater a concorrência — estou convencido. Esse é o objectivo! A única forma de ver se um fundo daquela natureza está a ser bem ou mal gerido é compará-lo com os resultados dos outros fundos. É a isso que estão obrigados, por disposição interna, por regulamento: têm de ter um benchmark, o melhor dos três ou quatro fundos equivalentes e resultados que, pelo menos, os igualem ou superem.
É o que sempre tem acontecido, mesmo nesta conjuntura.
Se o Sr. Deputado do PSD me quiser perguntar como está hoje, ontem ou amanhã o Fundo, julgo que concordará comigo que não é essa a avaliação que deve ser feita a um fundo desta natureza. Todos os fundos internacionais que têm esta natureza apresentam os seus resultados em base trimestral — posso mostrar-lhe a legislação e o Sr. Deputado pode consultá-los porque eles são públicos. É o que o Fundo fará.
Nunca neguei nem nego que seria imbecil dizer que a situação financeira internacional não tem consequências negativas naquela componente da carteira. Todavia, Sr. Deputado, também digo que, até agora, o Fundo teve transferências de qualquer coisa como 6000 milhões de euros e os valores que tem são aqueles que há pouco citou: mais de 8000 milhões de euros. Ou seja, o resto é resultado da boa gestão do Fundo e das aplicações. Além das transferências, o que lá está é o rendimento da aplicação das transferências e pode compará-lo com quem quiser comparar! Julgo que todos temos obrigação — quem tem desta questão uma visão responsável — de valorizar quando a gestão pública é bem feita, e ela é bem feita quando bate a concorrência, quando bate os fundos semelhantes. Se alguém duvida disso, então que o prove com dados comparáveis e admissíveis.
Sobre o desemprego — estou a esgotar o tempo de que disponho, mas não deixarei de responder ao Sr. Deputado, quanto mais não seja noutros momentos —, o Sr. Deputado pode continuar a fazer a rábula dos 150 000 postos de trabalho, está no seu papel»

O Sr. Adão Silva (PSD): — Os senhores é que deram o mote!

O Sr. Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social: — Sempre disse e direi o que é adequado: foi fixado pelo Governo um objectivo no início da legislatura, esse objectivo tem vindo a ser cumprido ao longo dos anos e, naturalmente, seria um acesso de pouco realismo (ou de irrealismo) não admitir que uma crise internacional com a dimensão daquela que está a acontecer não tivesse efeito na economia portuguesa e, portanto, na geração de emprego.
Hoje é mais difícil criar postos de trabalho, hoje há mais desempregados a inscreverem-se nos centros de emprego ou a requererem subsídios da segurança social e é isso que está reflectido no orçamento.
O Sr. Deputado vem dizer que os números são irrealistas, mas sempre o disse em todos os orçamentos da segurança social que fizemos até agora. Em todos disse que os números eram irrealistas e que os valores não iam ser cumpridos! E foram sempre cumpridos.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Não, não, foi ao contrário!

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, não posso permitir que haja diálogo com o Sr. Ministro. O Sr. Ministro está no uso da palavra, por isso façam favor de o deixar continuar.

O Sr. Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social: — Naturalmente, estou a referir-me à discussão que aqui tivemos, no ano passado, em relação ao subsídio de desemprego. Estou a falar desse ponto de vista.
Mais, Sr. Deputado: é natural que existam diferenças entre um orçamento global, as suas componentes e a sua realização. Mas não me venha dizer que, do ponto de vista global, os objectivos e as metas dos orçamentos da segurança social não têm sido cumpridos, porque ninguém acredita em si. Se vier dizer isso, ninguém acredita em si! Toda a gente sabe que os orçamentos têm sido cumpridos, muitas vezes até com resultados mais positivos do que aqueles que estavam nos orçamentos, do ponto de vista da execução.
Esta é a realidade.