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que se cumpra um calendário. É estranho que quem esteja de boa-fé não aceite discutir um calendário, porque, uma de duas, ou entende que não é possível até ao dia 4 de Julho e deve propor em Plenário, lealmente, que não é possível…

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - Não há razões para impor isso agora!

O Sr. Strecht Ribeiro (PS): - Bem, veremos se há, ou não, razões. Continua a ser estranho e, no mínimo, não razoável que não queiram encarar a hipótese de calendarizar os trabalhos. Desculpe, Sr. Deputado Barbosa de Melo, mas não vejo onde é que esteja aqui a derrogação da norma.

O Sr. Barbosa de Melo (PSD): - Leia-a, Leia-a!

O Sr. Strecht Ribeiro (PS): * Srs. Deputados, tenham calma e oiçam até ao fim.
Não há derrogação de norma alguma! Essa norma continua a ter plena aplicação, porque é evidente que em cada reunião se estabelecerá a ordem de trabalhos da reunião seguinte. Isso não contende com uma proposta de boa-fé quanto à possibilidade de, em certos moldes e por acordo de todos os partidos (uma vez que a votação o dirá, ou não), estabelecer como é que os trabalhos poderão decorrer. Onde é que está a contradição entre ter uma ideia projectiva de como se podem realizar os trabalhos e de boa-fé concluí-los dentro do prazo que o Plenário nos concedeu e a norma que obriga a que a ordem de trabalhos de cada reunião seja discutida na reunião anterior? Não vejo, sinceramente, onde esteja aqui a contradição.

O Sr. Presidente: - Inscreveram-se para pedir esclarecimentos ao Sr. Deputado Strecht Ribeiro os Srs. Deputados Luís Marques Guedes e Luís Sá.
Tem a palavra o Sr. Deputado Luís Marques Guedes.

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Strecht Ribeiro, com toda a lealdade, considero incorrecto que tenha variadas vezes acusado de má-fé o Partido Social-Democrata relativamente a esta matéria. No entanto, não pedi a palavra para defesa da consideração, porque entendo que são excessos de linguagem.
Gostaria de saber até que ponto o Sr. Deputado, sério como é, vai, ou não, fazer um acto de contradição própria.
O Sr. Deputado fundamentou toda a sua argumentação no facto magno de ter havido uma votação por unanimidade em Plenário. Como sabe, todas as votações relativas ao prazo da CERC - já vamos em três ou quatro, salvo erro - foram sempre por unanimidade, como é apanágio desta Casa.
Quando a CERC foi instituída, foi votado no Plenário, por unanimidade, um prazo de seis meses para se concluir a revisão constitucional. O Partido Socialista, ao longo desses seis meses, sistematicamente foi dizendo "não" a todas as propostas de prazos para acelerar os trabalhos por parte do Partido Social-Democrata, exigindo sempre que, em primeiro lugar, se tinha de fazer de uma forma participada, profunda, séria e discutida a primeira leitura; o que levou a que os seis meses tivessem decorrido sem que a CERC tivesse, sequer, terminado completamente a primeira leitura.
Face a estes factos, entende o Sr. Deputado que o Partido Socialista, ao tomar esta atitude de exigir a discussão prolongada da primeira leitura aqui na CERC, agiu de má-fé relativamente à votação que tinha feito do prazo de seis meses?

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Luís Sá.

O Sr. Luís Sá (PCP): - Sr. Presidente, o Sr. Deputado Strecht Ribeiro chamou, à proposta que está em cima da Mesa, uma proposta indicativa e uma ideia projectiva. Considera razoável que se votem propostas indicativas e ideias projectivas?
Em segundo lugar, o Sr. Deputado afirmou que esta proposta não derroga o Regulamento no que diz respeito à fixação da ordem de trabalhos. Queria perguntar-lhe se a fixação da próxima ordem de trabalhos não vai derrogar a ideia projectiva que vai aprovar.

O Sr. Presidente: Para dela usar, querendo, tem a palavra o Sr. Deputado Strecht Ribeiro.

O Sr. Strecht Ribeiro (PS): Sr. Presidente, em primeiro lugar, eu não disse… O Sr. Deputado não deve ter ouvido bem, porque eu não disse que os senhores agiram com má-fé! O que eu disse foi que poderia haver reserva mental. Estou aqui para testar, tal como estamos aqui todos para nos testar uns aos outros. Portanto, não afirmei! Simplesmente, declarei uma coisa muito simples, colocando a hipótese de terem agido com reserva mental. Utilizei, portanto, o condicional, disse "se".
Em segundo lugar, as vossas propostas, se se lembram, nada têm a ver com a questão que aqui estamos a discutir…

Protestos do Deputado do PSD Luís Marques Guedes.

Deixe-me acabar! Não foram, não! O Sr. Deputado tem má memória! As vossas propostas foram sistematicamente de "namoro" a dois fora da CERC.

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): Não, não! Foram públicas!

O Sr. Strecht Ribeiro (PS): Não foram nunca propostas no âmbito que aqui estamos a discutir hoje, ou seja, no sentido de acelerar. E a resposta do Partido Socialista, deve estar lembrado, foi a seguinte: a primeira leitura, que é uma leitura, essa, sim, para desbastar terrenos e para maturar as ideias foi feita na CERC.

Risos do PCP.

E é verdade que essa era a posição do Partido Socialista.

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - E que obrigou a um atraso, ou não?!

O Sr. Strecht Ribeiro (PS): - Acho estranhíssimo que depois de uma primeira leitura calma e tranquila, até um