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28 Diário da Câmara dos Deputados

Isto é, fazendo o que eu fiz, apesar das autorizações que me tinham, sido dadas,

Não quis o Govêrno, ou mais especialmente o Sr. Ministro das Finanças, proceder por esta forma, e então, Sr. Presidente, só há uma única maneira de remediar o mal: é enviar êste decreto para o seio das comissões, a fim de o estudarem, e de ràpidamente darem o seu parecer.

O Sr. Cunha Leal (interrompendo): — V. Exa. considera que, votada a sua moção, fica suspenso o decreto?

O Orador: — Evidentemente.

Implicitamente.

O Sr. Cunha Leal (interrompendo): — E só ou mandar para a Mesa um aditamento à moção do V. Exa. e suspendendo êsse decreto, V. Exa. aceita-o?

O Orador: — Devo dizer a V. Exa. que isso está contido na minha moção, mas V. Exa. pode mandar para a Mesa os aditamentos que quiser.

Sr. Presidente: temos os não temos o desejo de prestigiar o regime parlamentar?

Temos ou não temos o compromisso de honra de o fazer imediatamente?

Creio que não haverá uma única opinião em contrário.

Portanto, pregunto ou: sem que se ofendo a susceptibilidade do qualquer membro do Govêrno ou de qualquer parlamentar, pertencente ou não ao meu partido, por o decreto ser estudado pelas comissões?

Não o compreendo, senão pelo desejo do perturbar mais ainda a vida política da República.

Apoiados.

Neste momento, quando tanto se discute o Parlamento, quando tanto se injuriam os homens da República e os parlamentares, nós não devemos dar ao País a impressão do que estamos unidos para defender amigos ou quem quer que seja.

Por isso, estimaria muito que na remodelação que só vai fazer, os funcionários a nomear fossem pagos pelo Estado, porque isso seria muito mais interessante, muito mais conveniente e até muito mais decoroso.

Sr. Presidente: vi hoje escrito algures que o congresso do meu partido tinha votado qualquer proposta que o meu ilustre colega, Sr. Velhinho Correia, lhe tinha apresentado e que era semelhante ao presente decreto.

Mas, eu pregunto: o que tem êsse facto com o que nós estamos discutindo?

O que o congresso do meu partido votou foi a fiscalização, foi a sanção para os excessos, porventura, de qualquer crime, e a responsabilidade dessas palavras pertence ao Sr. Velhinho Correio.

Trocam-se apartes entre o orador e vários Srs. Depurados.

O Orador: — Seja como fôr, posso discutir aqui actos do meu partido, pois são discutíveis à face da Nação.

Apoiados.

O Sr. Ferreira da Rocha: — Mas não fazem lei aqui dentro.

Apoiados.

O Orador: — Evidentemente.

Não basta limitar o número de bancos para aumentar o crédito.

O Sr. Ministro das Finanças já mais. duma voz referiu o caso da representação do Banco de Inglaterra com o grupo dos cinco bancos ingleses reunidos; mas, com ôste decreto, não pode do forma alguma acontecer o que sucedo em Inglaterra.

Eu compreendo que se unam fortes organismos bancários, consorciando se para fim útil sob o ponto de vista financeiro o económico. E assim que êsses cinco bancos ingleses se juntam muitas vezes para fazer empréstimos de caracter internacional, mas não é assim, para êsse resultado, que o Sr. Ministro das Finanças criou o Conselho Bancário. eu pregunto: para, que queremos iludir-nos a nós mesmos?

É-nos permitido acaso ter birras de criança?

Não compreendo que nos tratemos como feras, embora em vários arraiais políticos estejamos divididos.

Não compreendo que só possa afirmar que nesta casa do Parlamento não se trabalha utilmente.

Não quero eu ter a responsabilidade de divergências políticas. Fique a responsabilidade a quem a quiser assumir, mas