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Diário das Sessões do Senado

os agentes da polícia administrativa podem pagar do seu bolso os transportes nos eléctricos, o que não sucede com os polícias da segurança do Estado,, que nada pagam quando fardados. Eu sei beir. que c, policia de investigação tem bastante dificuldade em pagar esses transportes porque, por virtude do meu cargo, lido com es seus agentes bem de perto.

Por isso é que eu entendo que se Ibes deve conceder uma gratificação para o fim consignado na minha proposta.

O Sr. Presidente:

ssão o i Leu-se.

-Vai entrar eir. dis-

cussão o artigo 3.°

O Sr. Procópio de Freitas: — Sr.. Presidente: como eu propus a eliminação de. palavra «agente» no artigo anterior, mando para a Mesa uma proposta para que seja acrescentada essa palavra, assim como que à palavra «Porto» se acrescente a palavra «Funchal».

Admitida.

O Sr. Joaquim Crisóstomo: — Mando para a Mesa uma proposta que visa à eliminação da gratificação aos age ates telefonistas. Não há razão para se lhos dar essa gratificação porque esse serviço não é mais pesado do que o das ruas.

Admitida.

O Sr. Oriol Pena:—Sr. Presidente : naturalmente não estaria presente quando se discutiu este ar.tigo na Secção, e por isso desejo que o Sr. Ministro do Interior, ou o Sr. relator me diga se estes professores de línguas são estrangeiros ou nacionais.

O Sr. Costa Júnior : — São nacionais.

O Orador: —Sempre ouvi dizer que, para ensinar uma língua, não há como o professor ser da respectiva nacionalidade, e por isso lembro, sobretudo para a língua inglesa, que o professor deva ser inglês, porque só o indivíduo da própria nacionalidade pode transmitir bem a sua língua.

O Sr. Costa Júnior: — Mas LIH ing-ês que não conheça a língua portuguesa não pode ensinar bem a sua língua.

O Orador:—Ora essa? Posso afirmar exactamente o contrário. Tenho exemplos na minha própria casa, e afirmo não havei: vantagem em começar a ensinar línguas aos guardas, ou a quaisquer outras pessoas, quando os professores não sejam naturais da nacionalidade da língua que ensinem.

E assim, entendo dever esses dois lugares ser confiados a pessoas das respectivas nacionalidades.

O Sr. Ministro do Interior (Sá Cardoso):— Eu não tenho a certeza se eram nac'onais ou estrangeiros os professores, quando há pouco falei; agora sei que são nacionais., e assim deve ser porque não era natural que viessem estrangeiros ensinar à nossa polícia as línguas francesa e inglesa pelos preços que actualmente estão sendo abonados a esses professores.

Se não estou em erro,, o ordenado é de 6$, e por consequência está justificado que se cê esta gratificação. •

Para a polícia falar com estrangeiros que chegam, ou para lhes prestar quaisquer declarações não me parece que seja absolutamente necessário uma linguagem perfeitíssima.

Não são, portanto, de aceitar as considerações de S. Ex.a porque a polícia que presta esto serviço nas ruas não tem de fazer discursos ou peças literárias, e o conhecimento que ela adquira nessa escola A suficiente.

Entra em discussão o artigo 6.°

O Sr. Joaquim Crisóstomo: para a Mesa uma emenda. Foi admitida.

-Mando

O Sr. Costa Júnior:; — Pedi a palavra para mandar para a Mesa um parágrafo novo a acrescentar a este artigo.

Foi admitido.

Entra cm discussão o artigo 7.°

O Sr. Alfredo Portugal: — Ainda há pouco se tornou em lei do país, com a ds/.a de l de Março, uma disposição que elevou a 10 vezes mais estas multas, que por isso passaram a ser de 200$.