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Diário âtu Setiôes ao Senado

motivas têm uma vida que não vai além de 25 anos.

As estatísticas demonstram que uma locomotiva não tem duração superior a 25 anos e ao fim desse tempo todo o material tem de ser substituído.

S. Ex.a não tem a obrigação de ser um engenheiro ferroviário, e mais uma razão para se fundar nos organismos competentes.

Ora, S. Ex.% limitando-se a exigir à Companhia o juro corrente, esqueceu-se de que lhe devia fazer corresponder a anuidade de amortização correspondente a um ano, e então esse j aro em vez de ser de 5 por cento devia ser maior.

Fez um mau negócio para o Estado.

Este despacho é um despacho que não está, sob o ponto de vista técnico, esta-dado. Nele, não foi o Sr. Ministro feliz.

Resta apreciar o despacho relativo às oficinas, ponto mais delicado da apreciação.

Sr. Presidente: o Ministério do Comercio e Comunicações —nome de que eu, por acaso, sou inventor, mas que não é da minha responsabilidade que não corresponda à orientação que se devia tomar em relação à denominação— é um dos Ministérios mais complexos da administração pública; Ministério do Comércio, porém, que ele não é; devia sê-lo, mas não é.

Eu tencionava fazer isso, mas nessa" altura caí e como depois se não fez, ficou o Ministério do Comércio coxo, é o antigo Ministério das Obras Públicas, pode dizer-se. Mas assim mesmo é um Ministério que exige larga preparação técnica para os respectivos Ministros.

O actual Sr. Ministro estaria esplendidamente num Ministério que correspondesse ao antigo Ministério do Fomento; do modo, porém, que as cousas estão, é que não, porque o Ministério exige ama competência técnica que S. Ex.a não tem, exige um excelente critério para apreciar devidamente as informações técnicas que lhe cheguem.

Entre os serviços do Ministério está o dos caminhos de ferro, com todo este organismo :

Leu.

Sr. Presidente: talvez haja poucos organismos num sentido tam complexo como este, sob o ponto do vista técnico, e

quando ele não mereça confiança, então muito mal estamos com os demais.

Mas se o actual Sr. Ministro se tivesse apresentado com uma política, embora pessoal, tendente a extinguir as autonomias, talvez tivesse, não direi o meu voto político, mas a minha cooperação. S. Ex.a poderia não ter o meu apoio político em face do meu partido, mas teria toda a minha simpatia.,

Se S. Ex.a quisesse extinguir esta cousa ruinosa para o país que são as autonomias, teria prestado um bom serviço ao pais.

Apoiados.

A minha colaboração estava-lhe assegurada, embora politicamente, como disse, eu não pudssse dar-lhe o'meu voto.

O Sr. Ministro ao Comércio impende duma organização complexa. Impende tombem daquele serviço—Conselho Superior de Obras Públicas — a que S. Ex.a se referiu com respeito.

Há muito por quem se possa ter respeito. Mas se me quisesse referir ao Conselho Superior de Obras Públicas, eu podia contar histórias a S. Ex.a que lhe fariam abandonar por completo a sua teo-. ria.

Uni dia num desses serviços autónomos que temos foi por água abaixo uma muralha..

A reconstrução dessa muralha estava em mais de 6:COO contos.

Nomeou o Ministro Sr.- Júlio Martins uma comissão composta dos Srs. engenheiro Serrão, conhecido como uma alta capacidade;, Almeida e Ferreira da Silva, a qual trabalhou com dedicação e apresentou as suas conclusões.

Então o Sr. Ministro Ernesto Navarro deu o seguinte despacho :

Leu.

Este despacho tem a data de 20 de Novembro de 1919.

Essa comissão recebeu o despacho, trabalhou, e passado tempo dava a seguinte informação, que levou o Sr. Ministro Lúcio de Azevedo a lançar esse despacho-:

Leu.

O relatório concluía pela responsabilidade do empreiteiro, mas acrescentava:

Leu.