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Diário 'das Sessões do Senado

que já têm alguns funcionários, se for dado a todos, trará um aumento de despesa de 300:000 contos.

O Sr. Mendes dos Reis:—Dizem que

não vai além de 180:000 contos.

O Orador:—Falaremos depois mais cir cunstauciadamente sobre o assunto, e vê-, remos o que é possível fazer.

O que trouxe uina grande perturbação à nossa administração foi o sistema das equiparações, a maneira de conceder aumentos, etc., que ó tudo quanto hú, de mais ilógico; precisa duma grande revisa ..

Eu não posso demorar-me neste ponto porque ele até talvez vá agora ser tratado no debate político que está decorrendo na Câmara dos Deputados.

Quanto ao Sr. Tomás de Vilhona, devo dizer que tenho sido sempre contrário à política no exército porque ela só faz •ódios e dissenções.

Agora falou-me V. Ex.a em política militar, sim, está bem, mas ao mesmo 1em-pó política republicana no sentido de qua se deve respeitar a Constituição que ó a lei fundamental desse regime.

Quanto ao Sr. Ramos de Miranda, devo dizer que estou perfeitamente de acordo com o seu modo de ver e que, não pç-demos deixar estar o exército na estagnação em que está.

Que alguma cousa há, já não digo retrocesso, mas uma paralisação completa.

E, a deixarmos passar mais teiapo, ve-mo-nos em grandes dificuldades para remediar estes inconvenientes, porque não será com modificações mas coin renovações, o que fica muito mais caro, que podemos pôr fim a este estado de cousas.

Além disso, Sr. Presidente, há ainda o gravíssimo inconveniente da instrução poder ter desaparecido, visto não ter sido acompanhada dos devidos cuidados, tendo portanto de se fazer de novo, o que leva muito tempo. °

Pode o Parlamento ter a absoluta certeza de que dedicarei toda a minha atenção à solução deste assunto.

Termino agradecendo a todos os ilustres Senadores as saudações que me dirigiram e podem S. Ex.as estar certos de que neste lugar não terei outra preocupa-

ção que não seja a de bem servir a Pátria e a República.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Presidente:—Continua em discussão, na generalidade, a proposta de lei n.° 526.

O Sr. Oriol Pena:— Sr. Presidente : não sou do A:garve e nunca lá estive.

Em todo o caso tenho a impressão de que as intenções deste projecto são muito de considerar e de atender e devem ser acatadas.

Mas se nunca estive no Algarve, tenho passado por várias regiões do Alentejo, ondo vi repetir-se um fenómeno semelhante, mais ou menos usado por todo o país: a queima dos matos, feita quási sempre sem cuidado de poupar o repovoamento arbóreo donde resulta uma grande demi-nulção ds riqueza existente e em forma çao, acarretando prejuízos gravíssimos do futuro.

Valeram de muito, durante a guerra, as nossas florestas como meios de receita e meios de assegurar transportes e aquecimento.

No andar em que isto vai e sem se cuidar de assegurar o repovoamento, no nosso clima e em muitos sítios espontâneo, poupando as árvores nascediças, às vezes bastantes por si só, dispensando o trabalho árduo e por vezes difícil da plantação, como o Sr. Silvestre Falcão afirmou suceder em parte do Algarve, vamos pouco a pouco deixando perder-se uma grande riqueza futura.

No Alentejo toda a gente sabe o que são as moreias, cobrindo-se o mato de terra e deitando-se o fogo para melhorar a situação do terreno e prepara Io assim para a sementeira futura.

Vivo numa região perfeitamente diferente, onde já sofri avultado prejuízo por causa de um mau hábito semelhante ao referido pelo Sr. Silvestre Falcão, com respeito ao Algarve.

Acho útil o proposto por S. Ex.a para impedir o alastramento do fogo e a destruição das árvores pequenas ou que estão em começo de crescimento.